
Retirado do nº 10755 deste catálogo.

10762 – ACADEMIA. JORNAL DA CLASSE ACADEMICA CONIMBRICENSE. Nº 17. DOMINGO. 27 DE ABRIL DE 1879. 1º ANNO. [4] pp. 43 cm x 29 cm. B.
Nº 17 do jornal “Academia” que conta com um poema de Vasco Moniz de teor jacobino da autoria de Vasco Moniz, um artigo de Figueiredo da Guerra sobre Dolmens, um artigo de Camilo Castelo Branco transcrito da “bibliographia portugueza e estrangeira” sobre a tradução do “Curso Theorico e Pratico de Pedagogia”, um poema assinado J. S. dedicado a António de Saldanha Moncada, um outro poema de Armando do Vale e diversas notícias (em boa parte relativas ao alto Minho).
Exemplar com vincos e reforço de uma página.
Preço: 24 euros.

7866 – Amaral, Domingos Monteiro de Albuquerque e – A PEIDOLOGIA. Porto. Typographia Commercial Portuense. 1836. 29 pp. (in 16º). 12, 5 cm x 10 cm. B.
Curiosa e divertida obra de Domingos Monteiro de Albuquerque e Amaral cuja biografia podemos encontrar no Diccionario Bibliographico Portuguez (Vol. II pp. 193-194):
“Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, e (se não me engano) Cavalleiro Professo da Ordem de S. Tiago, Desembargador da Casa da Supplicação de Lisboa, Juiz do Tombo da extincta Basílica de Sancta Maria da mesma cidade, etc. etc—N. na Villa de Murça, na província de Tras-os-Montes, a 16 de Janeiro de 1744, e m. em Lisboa a 30 de Março de 1830.
Exerceu durante a sua longa carreira vários cargos e commissões do serviço público, e algumas mui lucrativas, entre ellas a de Juiz Conservador da Fabrica de papel em Alemquer; e a este respeito se lê nas Recordações de Jacome Ratton(…) Era segundo ouvi a pessoas que o trataram, homem de espirito jovial, muito affavel para com todos, mas propenso á critica e á mordacidade, sobre tudo em assumptos litterarios, pois que nos outros tinha bastante reserva para não comprometer-se.— Na idade de 77 annos consentiu em iniciar-se na Maçonaria, e foi por algum tempo Venerável de uma loja organizada em 1821 com a denominação de Quinze de Septembro. Não consta com tudo que dahi lhe proviesse alguma perseguição no futuro, vivendo em sua casa mui descansadamente até que faleceu. Cultivou a poesia desde os seus primeiros annos; porém nunca pertenceu á Arcadia, como alguns presumiram ao contrario, fazia parte de outra espécie de sociedade litteraria, que por emulação áquella se constituíra, e cujas reuniões se faziam em casa de Francisco Manuel, então morador dentro do edifício do Arsenal da Marinha, vulgarmente denominado Ribeira das Naos. Creio que morreu celibatario, mas deixou um filho natural (…). As suas poesias, que eram numerosas,; e muito apreciadas dos contemporâneos, gosando de subido conceito as suas glosas em décimas, para que possuía um gosto particular, perderam-se talvez de todo, ou existem dispersas por mãos de curiosos, e algumas poucas se imprimiram anonymas. (…)”.
Exemplar não encadernado. Dobrado. Um pouco sujo.
VENDIDO.

10427 – Aracaeli, Francisco de (Frei) – NORMA VIVA DE RELIGIOSAS. TRATADO HISTORICO E PANEGYRICO, EM QUE SE DESCREVE A VIDA, E ACÇOENS DA SERVA DE DEOS A MADRE LEOCADIA DA CONCEIÇÃO, RELIGIOSA NO RECOLETO MOSTEYRO DA MADRE DE DEOS DE MONCHIQUE (…). Lisboa. Na Offinina de Miguel Manescal, Impressor do Santo Officio. Anno de 1708. (24) -171 – (2) pp. 19 cm x 14 cm. E.
Livro onde é traçada a biografia de Madre Leocádia da Conceição, natural de Freixo de Espada à Cinta em 1590. Filha de Gonçalves da Costa e de Maria Alvares de Varejão, nasceu esta menina numa família de conhecida nobreza mas em Leocádia nasceu a “nobreza da virtude, pois não há nobreza como a virtude”. Desde cedo pareceu “mais filha do espírito do que da carne” o que já fazia adivinhar a vida virtuosa narrada nesta obra.
O livro abre com uma série de poemas da autoria de Gaspar Dias Fernandes, Manuel António Lobato de Castro, Salvador Pereira Duarte, António de Brito e Sousa e de José de Pitta Calheiros.
Sobre o autor, Frei Francisco de Aracoeli, diz-nos o seguinte Barbosa Machado na sua “Bibliotheca Lusitana” (Tomo II, p. 100): “nasceu em a cidade do Porto no anno de 1651, sendo filho de Antonio Pereira Roriz e de Clara da Costa Pereira. Recebeu o habito Seráfico da Província de Portugal em o Convento de S. Francisco (…) a 22 de Setembro de 1670(…). Aplicou-se ao estudo da Theologia Positiva, Moral e Mistica e à lição de História Sagrada. (…). Faleceu (…) em 1720”.
Encadernação antiga em pergaminho. Ex-Libris de Matias Lima. Interior com alguma acidez, mas em bom estado geral de conservação.
Raro.
VENDIDO.

10664 – [ECONOMIA. SOCIALISMO. RACISMO] – Cardoso, Henrique – DR. AGOSTINHO DE SOUZA. ECONOMISTA, MÉDICO E SUDRA. Porto. Typ. da Empreza Literaria e Typografica. 1896. 30 pp. 17 cm x 12 cm. B.
Pequeno opúsculo de distribuição gratuita onde Henrique Cardoso critica de forma violenta e racista o Dr. Agostinho de Souza, lente de Economia num Instituto portuense. Cardoso, servindo-se das teorias de Sismondi, Blanqui, Lassalle, Proudhon, etc., insulta Agostinho de Souza, afirmando que este não compreende esses conceitos avançados de economia por ser “canarim” e por “ser caratcter próprio dos asiáticos a sua inadaptação á mais simples transformação progressista (…)”.
Exemplar impresso em mau papel mas em bom estado geral de conservação. Com gralhas emendas a caneta (possivelmente pelo autor).
Raro.
VENDIDO.

10707 – Castelo Branco, Camilo – A SEREIA. Porto. Em Casa da Viuva Moré – Editora. 1865. 269 pp. 17 cm x 11 cm. E.
Primeira edição desta obra de Camilo Castelo Branco. O romance tem lugar no século XVIII e por pano de fundo as cidades do Porto, Braga, Coimbra, Viseu e Sevilha.
Encadernação com a lombada em pele. Sem capas de brochura. Interior com alguma acidez mas em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10484 – Castelo Branco, Camilo (trad); Feuille.t, Octavio – O ROMANCE D’UM RAPAZ POBRE. Lisboa. Livraria de Antonio Maria Pereira. 1888. (6) – VIII – 221 pp. 26, 6 cm x 18, 5 cm. E.
Edição especial e ilustrada desta obra de Octave Feuillett traduzida por Camilo Castelo Branco.
Encadernação editorial em tela. Com um ex-libris de Mário Neuparth. Interior um pouco manuseado e com picos de acidez.
Preço: 50 euros.

10720 – Corella, Jayme (Rº P. Fr.) – PRATICA DE EL CONFISSIONARIO Y EXPLICACION DE LAS PROPOSICIONES CONDENADAS POR LA SANTIDAD DE N.S.P. INOCENCIO XI Y ALEXANDRO VII. SU MATERIA LOS CASOS MAS SELECTOS DE LA THEOLOGIA MORAL SU FORMA, UN DIALOGO ENTRE EL CONFESOR, Y PENITENTE…En Coimbra En La Emprenta de Juan Antunes y a su costa. 1708. (32) – 493 pp. 29, 5 cm x 19, 5 cm. E.
Décima quinta edição desta conhecida obra de Fr. Jayme Corella (1657 – 1699), “Capuchino, Ex-Lector de Theologia, Missionario Apostolico y Predicador de Su Magestad, Hijo de la Santa Provincia de la Purissima Concepcion del Reyno de Navarra”.
Esta edição tem a particularidade de ter sido impressa em Coimbra e será a segunda edição portuguesa (a primeira terá saído dos prelos de Manuel Lopes Ferreira em Lisboa).
Com duas páginas manuscritas no início e no final do volume (anotações antigas).
Encadernação antiga inteira de pele. Encadernação com defeitos (perda de pele (11, 5 cm x 1,5 aprox.) no canto inferior direito da contracapa. Interior manuseado e com acidez.
VENDIDO.

10243 – Eça de Queiroz (direcção) – REVISTA DE PORTUGAL. Porto. Editores Lugan & Genelioux. IV VOLUMES. 1889 – (4) – 790 pp; 862 pp; 770 pp; 818 pp. 23 cm x 15 cm. E.
Importante revista dirigida por Eça de Queiroz que reúne publicações de contos e textos, artigos e ensaios sobre literatura (e crítica literária), filosofia, política, finanças, economia, viagens, costumes e tradições, museologia, história, arqueologia, etc.
A revista contou com a colaboração e publicação de textos de diversos autores como Eça de Queiroz, Antero de Quental, Alberto Sampaio, Francisco Martins Sarmento, Ramalho Ortigão, Luiz de Magalhães, Isabel Leite, Fialho de Almeida, Theophilo Braga, Oliveira Lima, Guerra Junqueiro, Christovão Ayres, J. A. Gonçalves, José de Sousa Monteiro, Bernardo Pindella, Moniz Barreto, João Gomes, Bento Moreno, Fernando Leal, Medeiros e Albuquerque, Jaime de Magalhães Lima, Julio de Matos, Alberto Bramão, Rocha Peixoto, Teixeira Bastos, Julio de Matos, Acácio Antunes, F. Sá Chaves, Caldas Cordeiro, Batalha Reis, António Feijó, Raul Brandão, Wenceslau de Lima, Álvaro de Castelões, entre outros.
Encadernações em pele de boa execução. Capa do IV com algum desgaste. volume Com capas de brochura. Interior em bom estado de conservação.
Preço: 400 euros.

10172 – [CATOLICISMO. VIAGENS. PORTUGAL. BRASIL] -Freitas, José Joaquim Senna – NO PREBISTÉRIO E NO TEMPLO. Porto. Livraria Internacional Enresto Chardron. 1874. II VOLUMES. 292 pp.; 344 pp. 17, 5 cm x 11 cm. E.
Obra que reúne alguns dos mais curiosos textos e sermões do Padre Senna Freitas (1840 – 1913), um dos mais notáveis polemistas católicos portugueses e importante difusor da Doutrina Social da Igreja.
Nestes dois volumes, Senna Freitas relata a sua viagem através da Espanha (S. Sebastian, Burgos e Madrid), trata o tema do celibato eclesiástico, aborda com um humor muito peculiar a profusão de escritores e de publicações periódicas (“a undécima praga do Egipto”), partilha alguns dos seus principais sermões e termina com um capítulo intitulado “Em Appendice – Oito Annos nos Sertões da América do Sul ou o Brazil por Dentro”.
Encadernações com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10763 – Gomes, Manuel Teixeira – OBRAS COMPLETAS. 14 VOLUMES. Lisboa. Portugália Editora. 18, 5 cm x 12, 5 cm. E.
Edição das “Obras Completas” de Manuel Teixeira Gomes pela Portugália Editora que compreende os seguintes títulos: Inventário de Junho, Cartas sem Moral Nenhuma, Sabina Freire, Agosto Azul, Gente Singular, Cartas a Columbano, Novelas Eróticas, Regressos, Miscelânea, Maria Adelaide, Carnaval Literário, Londres Maravilhosa e Correspondência (2 volumes).
Manuel Teixeira Gomes (1860-1841), notável político (foi o 7º Presidente da República Portuguesa), deixou uma assinalável obra literária. Este conjunto, para além da sua incursão pela literatura, também nos deixa um testemunho da sua actividade política (nos volumes de Correspondência).
Sobre os méritos literários de Teixeira Gomes deixou-nos as seguintes linhas João Gaspar Simões: “Teixeira Gomes é exactamente aquilo que é. O homem, nêle, vale na medida em que se exprime literariamente. Eis-nos em face de um escritor para quem uma coisa existe: a expressão literária. (…). Teixeira Gomes é o tipo da personalidade de realização estilística. Toda a sua obra é um deleite, porque nada há tão delicioso como vermo-nos a um espelho quando temos a certeza antecipada que a nossa imagem será bela (…). Eis porque a obra de Teixeira Gomes é realmente das obras mais deliciosas de toda a literatura portuguesa (…)”. (Simões, João Gaspar – Crítica! – a prosa e o romance contemporâneo. Porto. Livraria Latina. 1942 pp. 147).
Encadernações sólidas com a lombada e cantos em pele. Sem capas. Interior em bom estado de conservação.
VENDIDO.


10410 – [SIGLO DE ORO. JUDAICA] Henriquez Gomez, Antonio (Antonio Enríquez Gomez) – ACADEMIAS MORALES DE LAS MUSAS. Estãpado en Bourdeaux por el Señor Pedro de La Court. 1642. [24] – [1] – 478 – [6] pp. 22 cm x 16 cm. E.
Antonio Enríquez Gómez (1600? – 1663), comerciante, dramaturgo, poeta e nasceu em Cuenca (Espanha). Durante muitos anos foi-lhe atribuída uma ascendência ou naturalidade portuguesa (que hoje parece estar descartada). Contudo manteve relações próximas com Portugal (dedica um livro à Restauração de 1640 e a D. João IV). Inocêncio Francisco da Silva, no seu “Diccionario Bibliographico Portuguez” dá-o como natural de Portugal. Cristão-Novo (marrano), a sua condição forçou-o a viajar (e a exilar-se) em França onde se dedicou ao comércio. A “Biblioteca Espanhola-Portugueza-Judaica” (1891) de Meyer Kayserling descreve assim a sua passagem por França: “(…)A l’âge de vingt ans il embraça la carrière militaire et fut bientôt promu au grade de capitaine ; néanmoins il fut persécuté par l’inquisition, qui l’accusa de judaïsme et le brûla en effigie à Séville en 1660. Il gagna à temps la France , séjourna quelques années à Bordeaux et à Rouen, où il publia plusieurs de ses ouvrages (…)”.
Poderá ter tido algumas relações e reconhecimento no meio literário uma vez que um dos seus sonetos se encontra inserido numa obra de Juan Pérez de Montalbán. Tendo regressado a Espanha viveu usando um nome falso mas acabaria preso pelo pelo Santo Ofício, tendo morrido encarcerado em Sevilha em 1663.
Nesta sua “Academia de las Musas”, Henríque Gomez reúne um conjunto de sonetos, décimas, elegias, canções, comédias, etc. sendo esta considerada uma das obras mais apreciadas do autor. A ideia do “peregrino” e da passagem encontram-se presentes nesta obra. É disso bom exemplo o poema “A un Cadaber”: Pasagero que miras sin cuidado/ Esse Cadaber, que biviente assido;/le castigo su Original pecado:/ Lo que palido ves ya fue rosado/loque sin a Alma ves tubo sentido/ y lo que esta sim material Oydo/ organo fue y ystubo bien templado/ Mirale bien, que a un que su vida es y da/ latiene en el exemplo, pues advierte/ a tu soberbio polbo su partida:/ Iulga agora, quien goça mejor suerte,/ El que vive faltandole la vida/O el que muere, Sobrandole la Muerte”.
Há também algum humor com a sua própria condição, como se vê por exemplo em “La Prudente Abigail”: “(…) el ojo de gallo, el tinto, el blanco, la limonada, todo tienes en la mesa: y solo lo que te falta es el toçino,p orque en judea no se gasta”.
Dedicada à “Magèstàd Cristianissima de D. Ana de Austria, Reina de Francia” o livro abre com um poema de Henriquez Gomez, seguindo-se uma “Apologia” do diplomata e e escritor português o Capitão Manuel Fernandes de Villareal (o melhor amigo do autor, conforme o próprio afirma). Depois segue-se o prólogo e alguns sonetos de amigos como Hier. Lopes, F. Casavvieilh e Alonso del Campo Romero.
Este livro terá gozado de bastante popularidade, pois conheceu mais 5 edições ainda no século XVII (Ruão 1646, Valencia 1647, Madrid 1660 e 1668, 1690) e algumas edições (integrais e parciais) no século XVIII e XIX.
Com um retrato do autor a abrir a obra.
Encadernação provavelmente oitocentista inteira de pele mosqueada. Conserva a portada alegórica que serve de folha de rosto. Data e local de impressão na última folha do índice. Com pequenas emendas e sublinhados a tinta antiga ao longo do livro (nomeadamente nas páginas 12, 19, 24, 212, 221, etc.). Manchas de tinta que não impedem a leitura ou retiram o sentido do texto nas pp. 89/90, 247/49. Pequeno restauro antigo no canto superior das pp. 64 a 74. Restauro antigo das margens das pp. 477/78 (correspondentes à última folha de texto e primeira do índice). Outros pequenos defeitos. Restante interior em bom estado geral de conservação.
Muito raro.
Preço: 2500 euros.

10755 – Maino, Giasone del – PRIMA SVPER DIGESTO NOVO. [Lugduni per Joannem Dominicum Guarnerium.] 1542. 170 [fl. num] 39 cm x 26, 5 cm. E.
encadernado com
Maino, Giasone del – SECUNDA SVPER DIGESTO NOVO. Lugduni per Joannem Dominicum Guarnerium .1542. 196 [fl. num] 39 cm x 26, 5 cm. E.
Giasone del Maino (1435–1519) foi um notável jurista italiano do renascimento. Estudou Direito na Universidade de Pavia onde lecionou entre 1467 e 1486 tendo depois estado ligado às universidades de Pisa e Pádua.
Giasone del Maino integrou a chamada escola dos pós-glosadores, que aplicava a metodologia escolástica tanto ao direito civil como ao direito canónico. Morreu em Pavia em 1519. As sua obras, nomeadamente este “Digesto Novo” tiveram grande impacto na Europa do seu tempo. Conhecem-se edições das suas obras em diversos países europeus ao longo do século XVI.
Encadernação antiga (não coeva) inteira de pele. Lombada com perdas e outros defeitos. I vol: Manchas na folha de rosto e nos primeiros 13 fólios. Pico de traça (sem afectar o texto) do fl. KK//8 a NN//6. Na margem (sem afectar o texto) do fl. DD//V a LL. Novamente na margem (sem afectar o texto) do fl. XX até ao final do volume. II vol: Manchas ocasionais nas margens desde o início do volume até ao fólio DDD. Última folha manchada.
Assinatura de posse “Azevedo” e Francisco Ferreira (?) na folha de rosto do I Vol. Notas manuscritas (antigas) em ambos os volumes. Outros defeitos.
Raro.
Preço: 600 euros.

10739 – Pinheiro, M. Bordallo – DO PARASITISMO POR LARVAS DE INSECTOS NA ESPECIE HUMANA. THESE INAUGURAL. Lisboa. Typographia Universal. 1875. 86 – (2) pp. 21 cm x 14, 2 cm. B.
Trabalho de Manuel Maria Bordallo Prostes Pinheiro (n. 1850) sobre o parasitismo por larvas no organismo humano. Este trabalho, apresentado como “These Inaugural” na Escola Medico-Cirurgica de Lisboa, foi fruto de uma observação de um caso concreto dos “trinta e dois vermes” expulsos por uma mulher, estudados e observados por Bordallo Pinheiro que os apresenta “numa estampa representando ora a lavra inteira, ora as suas diferentes partes augmentadas conveninentemente para que possa perceber-se-lhe bem os acidentes (…)”.
Com uma estampa no final do volume.
Com uma dedicatória do autor.
Exemplar em brochura. Interior com pequenos defeitos mas em bom estado geral de conservação.
Pouco frequente.
Preço: 50 euros.

10737 – Tissot, M. – GYMNASTIQUE MÉDICINALE ET CHIRURGICALE, OU ESSAI SUR L’UTILITÉ DU MOUVEMENT, OU DES DIFFÉRENS EXERCICES DU CORPS, & DU REPOS DANS LA CURE DES MALADIES. Paris. Chez Bastien Libraire. 1780. (8) – 406 – (2) pp. 16, 5 cm x 9 cm. E.
Primeira edição desta obra onde o médico Clément Joseph Tissot (1747 – 1826) introduz a ginástica (fisioterapia) enquanto elemento essencial para recuperação do paciente (uma técnica que contrasta com os longos períodos de imobilização que até então eram recomendados como cura para grande parte dos males).
Segundo o que Tissot nos explica neste livro a “gimnastique médicinale” combinada com o repouso é a técnica para obter curas eficazes e mais rápidas para diversas doenças (descritas ao longo do volume).
Encadernação antiga, inteira de pele. Com algumas manchas (ver imagem). Manuseado, mas em bom estado geral de conservação.
Preço: 225 euros.

10727 – Voltaire – HENRIADA. POEMA EPICO, COMPOSTO NA LINGUA FRANCEZA POR MR. DE VOLTAIRE. TRADUZIDO, E ILLUSTRADO COM VARIAS NOTAS NA LINGUA PORTUGUEZA POR THOMAS DE AQUINO BELLO DE FREITAS MEDICO FORMADO PELA UNIVERISDADE DE COIMBRA. Porto. Na Officina de Antonio Alvarez Ribeiro. 1789. 16 – (1) – 263 – (1) pp. 16 cm x 9, 5 cm. E.
Primeira edição portuguesa desta obra de Voltaire (1694 – 1778) publicado originalmente em 1723. O poema conheceria uma nova edição publicada em 1812, desta feita saída dos prelos da Imprensa Régia do Rio de Janeiro.
Ilustrado com o retrato de Henrique IV.
Encadernação antiga inteira de pele. Assinatura de posse antiga na pp. 1. Restante interior em bom estado geral de conservação.
Preço: 100 euros.
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