Livraria Cólofon

de Francisco Brito

Bem-vindo à Cólofon, uma casa de livros antigos e edições, iniciada em Maio de 2013 em Guimarães.

Catálogo de Abril 2026

Imagem retirada do nº 10558.

10900 – Almeida, Virgínia de Castro – EM PELO AZUL. Lisboa. Livraria Clássica Editora. 8ª edição.258 – (2) pp. 19 cm x 12 cm. B.

Livro de aventuras destinado ao público juvenil aqui apresentado na sua 8ª edição. A sua autora, Virgínia de Castro Almeida (1874 – 1945), foi uma mulher multifacetada. Autora prolixa e pioneira de literatura infantil e juvenil, Virgínia de Castro Almeida experimentou outros géneros literários, tendo feito incursões pela História de Portugal, pelo ensaio, conto, etc. Desenvolveu um pensamento não raras vezes conservador que mais tarde veio a contrastar com as suas próprias opções de vida (e com um reposicionamento em relação a esse pensamento) e com os laivos de vanguarda que a levaram a ser a  primeira mulher guionista e produtora de cinema em Portugal. O seu penoso e escandaloso divórcio, o repertório de publicações ligadas de forma directa ou indireta ao Estado Novo (edições do SNI), a relação amorosa com a escultura Pamela Boden e as contradições aparentes e reais do seu pensamento, votaram-na ao esquecimento.

Ilustrações e capa de Duarte de Almeida.

Exemplar bastante manuseado.

Preço: 5 euros.


10917 – Basto, Artur de Magalhães – ESTUDOS. CRONISTAS E CRÓNICAS ANTIGAS. FERNÃO LOPES E A CRÓNICA DE 1419. Coimbra. Universidade de Coimbra. 1969. 566 pp. 22, 5 cm x 15, 5 cm. B.

Prefácio “ Reúnem-se neste volume algumas dezenas de estudos de vária ordem — desde comunicações apresentadas a Academias e Congressos, até pequenos trabalhos insertos em revistas e na imprensa diária — e escritos no decurso dum longo período de perto de trinta anos (1). Entre eles, pela heterogeneidade dos leitores a que foram dirigidos, não há uniformidade de tom; mas tal facto não quer dizer que a não haja quanto à seriedade com que todos esses estudos foram elaborados.

O lugar e o tempo da publicação de cada uma dessas espécies impuseram por vezes a necessidade de repetições de factos, de textos ou de argumentos, inconvenientes esses que nesta colectânea se evitaram sempre que daí não resultavam inconvenientes maiores.”

A obra divide-se nos seguintes capítulos: Alguma páginas inéditas de Fernão Lopes?, Fernão Lopes e a reforma do Livro das Linhagens do Conde D. Pedro, O Infante D. Pedro Conde de Urgel e Senhor de Maiorca filho de D. Sancho I de Portugal a História dos cinco Mártires de Marrocos e a Crónica de D. Afonso II de Ruy de Pina nas suas relações com um antigo manuscrito inédito, Uma Crónica quatrocentista inédita e anónima dos cinco Primeiros Reis de Portugal, Uma crónica extremamente interessante, Sumária descrição do Códice, Relações da Crónica de cinco Reis com as de Galvão e Pina e sua anterioridade em relação a estas, Algumas das fontes da Crónica de cinco Reis conclusão, Um cemitério de Crónicas, O que resta da Crónica de Portugal, De como uma troca de letras deu que pensar a Duarte Galvão, Qual a fonte de Camões para o episódio da morte de Inês de Castro?, Fernão Lopes e a tragédia de Inês de Castro, Frei António Brandão Rui de Pina e a Crónica de Cinco Reis, O nosso cronista antigo, Acusações de Brandão ao nosso cronista antigo, A entrada de D. Pedro Fernandes, A data da perda de Silves, Um confronto entre a Crónica de Duarte Galvão e a de cinco Reis, Conclusão Rui de Pina réu de erros que a Crónica de Cinco Reis não contém, Uma fonte inédita de Fernão Lopes, Uma arbitragem de el-rei D. Dinis, Relações da vida dos Mártires de Marrocos, Do movimento de prata dos Mártires de Marrocos de Santa Cruz, A Crónica General de Espanha e o livro do Mouro Rásis, Rui de Pina e o caso da truta, Um Bispo do Porto que foi Cardeal em Roma, Uma questão de fontes literárias, Um problema historiográfico, Corrigindo Rui de Pina e outros, Um nome injustamente esquecido, Uma carta dum leitor, Ainda a respeito das avenças e composições de Canaveses, Revisão dum juízo da História, Ainda a revisão dum juízo da História, A probidade historiográfica de Fernão Lopes, Creedes sem mais dúvida!, Outra vez a probidade historiográfica de Fernão Lopes, Duas bulas e uma cópia, Fernão Lopes acusado pelo Conde de Vila-Franca, Fernão Lopes no banco dos réus, Refuta-se o 2.º artigo do libelo contra Fernão Lopes, Os dois últimos artigos do libelo do Conde de Vila-Franca, Os letreiros do túmulo de el-Rei D. Afonso I, O letreiro da primitiva sepultura de D. Afonso I, Algo de novo acerca da 2.ª Crónica Breve de Santa Cruz de Coimbra, O problema da autoria da Crónica de Cinco Reis, Para a história dum interessante problema literário, Rui de Pina na berlinda, Uma afirmação e uma conjectura, Se…, Uma admirável carta de D. Afonso IV a seu genro Afonso XI de Castela, Um raro serviço do tão mal julgado cronista Cristóvão Rodrigues Acenheiro, Uma história inconcebível de feitiçaria, A arremembração dos Reis da Torre do Tombo Real, Uma obra de Fernão Lopes até agora desconhecida?, A tese de Damião de Góis em favor de Fernão Lopes A posição da Crónica de Cinco Reis em face dessa tese, A tese de Damião de Góis, A tese de Góis e a crítica moderna, Exame dos principais argumentos de Góis, A Crónica de cinco Reis, Relações entre a Crónica de cinco Reis e as de Galvão e Pina dependência destas em relação àquela, Será a Crónica de Sete Reis um fragmento da Crónica geral do Reino?, Objeções, Citações da Crónica geral do Reino nas obras de Zurara, Resumo das citações de Zurara e conclusões a respeito da Crónica geral do Reino, Mais dois importantes argumentos em favor da existência no séc. XV duma Crónica geral do Reino, 1.ª conclusão é viável a hipótese de a Crónica de sete Reis ser um fragmento da Crónica geral do Reino, Será a Crónica de sete Reis a parte perdida da obra de Fernão Lopes?, As epígrafes dos primeiros capítulos de cada reinado e a diferença entre reinado e crónica na linguagem dos A. A. em causa, Modo de fazer as remissões na Crónica de sete Reis, Modos de fazer as remissões na obra de Fernão Lopes, Verificação das remissões da obra de Fernão Lopes a reinados anteriores e da Crónica de sete Reis a reinados posteriores, A regra de Fernão Lopes por no começo de cada reinado as bondades do respectivo Rei e a Crónica de sete Reis, A Crónica de sete Reis e a ideia que a crítica faz das Crónicas desaparecidas de Fernão Lopes, Sumaríssima comparação do modo de historiar de Fernão Lopes com o do autor da Crónica de sete Reis, Expressões ou modos de dizer e glossário comuns ou semelhantes na Crónica de sete Reis e na obra de Fernão Lopes, Objeções que têm sido apresentadas contra a hipótese de ser de Fernão Lopes a Crónica de sete Reis, Recapitulação e conclusões, Apêndice Rui de Pina e o emprego de pólvora no cerco de Silves, Modo como Galvão e Pina utilizaram a Crónica de cinco sete Reis, A Caronica dos Notaues feitos dos Reys de Purtugal, A Crónica de 1419 e a historiografia medieval peninsular Estado actual dos principais problemas que a Crónica de 1419 tem levantado, Apêndice final Recensão crítica do livro de A. de Magalhães Basto A Tese de Damião de Góis em favor de Fernão Lopes etc. pelo professor Luís F. Lindley Cintra.

Capas com alguma acidez. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 20 euros.


10889 – [ÓPTICA. FOTOGRAFIA. CIÊNCIA] –  Benevides, Francisco da Fonseca – PRINCIPIOS DE OPTICA E SUAS PRINCIPAES APPLICAÇÕES AOS INSTRUMENTOS, AOS PHAROES, Á PHOTOGRAPHIA, AOS EFFEITOS THEATRAES, ETC. Lisboa. Imprensa Nacional. 1868. 157 pp. 23, 5 cm x 14, 5 cm. E.

Importante trabalho sobre óptica com capítulos interessantes sobre instrumentos ópticos, faróis, daguerreotipo – fotografia e “aplicação dos phenomenos da optica ao Theatro”.

O trabalho é da autoria de Francisco da Fonseca Benevides  (1835 – 1911), homem multifacetado, lente de Física, Capitão Tenente da Armada, do Instituto Industrial de Lisboa, Sócio Correspondente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, escritor com interesse no teatro, na história, na música, etc.

Encadernação com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 60 euros.


10916 – Bocage, Manuel Maria Barbosa du – OPERA OMNIA. Lisboa. Livraria Bertrand. MCMLXIX – MCMLXXIII. 6 VOLUMES. XLVI – 245 pp; 374 pp; 382 pp; 264 pp.; 400 pp; 348 pp. 19 cm x 14 cm. B.

Dirigido por Hernâni Cidade, neste trabalho reúne a obra de Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765 – 1805).

No primeiro volume podemos encontrar uma extensa nota de Hernâni Cidade sobre Bocage onde é tratada a sua vida e obra.

Exemplares em bom estado geral de conservação.

Preço: 45 euros.


9645 – Cabral, Paulino António (Abade de Jazente) – POESIAS. Porto. Livraria Figueirinhas. 1944. 192 págs. 19, 4 cm. B.

As poesias de Paulino António Cabral versam não só sobre vários temas clássicos da poesia da época como o amor, o sentido da vida, a religiosidade e a amizade, mas também sobre o quotidiano, os costumes da época e a genealogia, quase sempre com um pendor satírico, como se pode ver adiante:

“Eu não creio que  a nossa Fidalguia/Procedesse d’Adão que era um coitado;/ Um paisano que nunca andou calçado/ Um pobre, que de peles se vestia/ Não teve armas, brasões; nem possuía/ Prova de ser nobre algum Morgado/O foro nunca viu nem foi tratado/Como agora se faz, com Senhoria/ Eva inda fez pior, pois na Escritura/ Se não trata de Dom, nem de Excelência/ Nem se diz que nas danças fez figura/ E assim venho a tirar por consequência,/Que estando hoje a nobreza em tanta altura/ Não traz dele, nem dela a descendência”.

Poesias “coligidas, prefaciadas e anotadas por Mário Gonçalves Viana”. 

Exemplar não encadernado. Interior. em bom estado de conservação. Com acidez no papel.

Preço: 12 euros.


10909 – Caldas, Octaviano – EM DEFESA DA LINGUAGEM. Bello Horizonnte. Graphica Queiroz Breyner. Lda. 187 pp. 19 cm x 13 cm. B.


Prefácio: “As letras nacionaes estão de parabens. E’ que o jovem e já erudito philologo Dr. Octaviano Caldas resolveu pôr em volume, para lhes dar existencia mais duradoira, os seus valiosos trabalhos publicados no supplemento dominical do “Estado de Minas”, sob a epigraphe “Em defesa da linguagem”.

No estado actual de apoucamento e degenerescencia em que se encontra entre nós o mavioso e bello instrumento de expressão herdado de nossos venerandos avoengos, conforta a todo cidadão cioso das glorias e tradições nacionaes o apparecimento de mais um estrênuo campeão da vernaculidade, a dar o melhor de sua capacidade intellectual e de seus esforços quotidianos pela conservação do nosso patrimonio linguistico, incontestavelmente um dos mais lídimos titulos de nosso orgulho de brasileiros e de homens civilizados.

Não há brasileiro culto que se não aperceba do gráu de rebaixamento e de incúria a que chegou a lingua portugueza entre a grande maioria dos nossos compatriocios”.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 10 euros.


10714 – Champsaur, Félicien – L’ORGIE LATINE. Paris. Eugéne Fasquelle, Éditeur. 1904. XX – 353 – (2) pp. 19 cm x 12, 5 cm. E.

Curiosa obra dedicada à luxuria no Império Romano. Da introdução retirámos as seguintes linhas: “Ce livre, malgré les vingt siècles nous séoarant de l’epoque qui’l retrace, est d’actualité: il le sera encore, demain et toujours, car l’homme ne change guére, malgré la diversité d’aspect des temps, et des moeurs, car nos vertus, nos vices, nos agitations, aux grimaces des ancêtres disparus.”

Este livro, da autoria do eclético poeta e romancista Félicien Champsaur (1858 – 1934), conta com ilustrações e um belíssimo trabalho gráfico de Aguste Leroux (1871 – 1954).

Encadernação modesta com a lombada em tela. Interior em bom estado de conservação.

Preço: 35 euros.


8586 – Correa, Francisco António – OS TRATADOS DE COMERCIO E A CLÁUSULA DA NAÇÃO MAIS FAVORECIDA…Lisboa. Academia das Ciências de Lisboa. 1933. 79 pp. 19, 5 cm x 13 cm. B.

“Lições feitas no Instituto de Altos Estudos” em 1933 em que o autor analisa a “cláusula da nação mais favorecida” e os benefícios dos acordos bilaterais. No texto podemos encontrar uma interessante contextualização histórica, com referências às relações comerciais entre Portugal e Inglaterra, nomeadamente ao Tratado de Methwen  à Companhia da Agricultura e Vinhas do Alto Douro, ao Monopólio do Sal de Setúbal, etc

Exemplar em bom estado de conservação. Com um carimbo heráldico na folha de anterrosto. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 12 euros.


10543 – Costa, Emília de Sousa – MARIA AMALIA VAZ DE CARVALHO. A MULHER. A ESCRITORA. Lisboa. Soc. Nacional de Tipografia. 1934. 30 pp. 23 cm x 15, 5 cm. B.

 “Conferência pronunciada no salão de festas do «Seculo» em Maio de 1934 ilustrada com versos de Maria Amália Vaz de Carvalho, Gonçalves Crespo, Candida Aires de Magalhães (…)”.

A autora deste opúsculo, Emília de Sousa Costa (1877 – 1959) foi uma notável autora e editora (divulgou em Portugal as obras dos irmãos Grimm) e uma destacada feminista que fez “uma defesa apaixonada e vibrante dos direitos das mulheres, do seu valor e da sua dignidade” (Castro, Zília Osório de; Esteves, João – Dicionário No Feminino (séculos XIX .- XX) pp. 304). Não é por isso de estranhar o empenho de Emília Sousa Costa na homenagem a Maria Amália Vaz de Carvalho, um dos grandes vultos das letras portuguesas do seu tempo. As seguintes linhas atestam a admiração que norteou esta homenagem: “Maria Amália era para mim ente nimbado dum halo de sobrenatural. Porque a via em trono de raínha, cercada do escol dos grandes nomes do seu tempo, mirando altiva, desdenhosa talvez, os que não pertencem ao numero dos eleitos? Não. A Alma da escritora vê-se através do cristal brilhantíssimo da sua obra (…)”.

Com um retrato de Maria Amália Vaz de Carvalho.

Capas com pequenos defeitos (ver imagem). Interior com alguma acidez mas em bom estado geral de conservação. Com algumas emendas manuscritas.

Preço: 12 euros.


10117 – Costa, Francisco Xavier da – FRANCISCO VIEIRA LUSITANO POETA E ABRIDOR DE ÁGUAS-FORTES. ESTUDOS CRITICOS DOS SEUS VERSOS E DAS SUAS OBRAS GRAVADAS. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1929. 184 pp. 27, 5 cm x 19 cm. B.

Segunda edição “muito ampliada” desta obra onde é estudada a obra artística e a menos conhecida obra poética de Francisco Vieira Lusitano.

Ilustrado.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 60 euros.


10402 – Crespo, António Cândido Gonçalves – MINIATURAS. Lisboa. Livraria Editora de Tavares Cardoso e Irmão. 1884. XXIX – 94 págs. 19 cm. E.

Terceira edição deste livro de poesias de Gonçalves Crespo, considerado um dos introdutores do parnasianismo em Portugal. Gonçalves Crespo nasceu no Rio de Janeiro em 1846. Muito jovem fixou-se em Coimbra, onde estudou Direito. Foi jornalista, poeta, tradutor e político. Casou com Maria Amália Vaz de Carvalho. Morreu com apenas 37 anos de idade em 1883.

São raros os livros de Gonçalves Crespo em que não se encontre um poema que não surpreenda pela estética ou pela capacidade de ir para além do gosto da época, produzindo uma poesia universal, que não deixa de lado as suas raízes nem o gosto e a paixão pela vida. Por vezes m uma visão ingénua – mas não indiferente – da sua juventude passada no Brasil, transmite-nos um sentimento peculiar de certas realidades que vivenciou (ver nº seguinte deste catálogo). No entanto, a originalidade da sua poesia marcou os poetas portugueses da sua geração.

Vale a pena ler o prefácio de Bento Moreno (Teixeira de Queiroz) onde a personalidade de Gonçalves Crespo é analisada com bastante detalhe.

Exemplar encadernado. Encadernação editorial em tela. Com falta do retrato do autor (página arrancada).  Interior com acidez.

Preço: 9 euros.


9591 – Crespo, António Cândido – NOCTURNOS. Lisboa. Empreza Literária Fluminense. 1923. 248 pp. 18 cm x 11 cm. E.

Dedicado à sua mulher Maria Amália Vaz de Carvalho, “Nocturnos”, originalmente publicado em 1882, reúne um conjunto de poemas de Gonçalves Crespo que iriam consolidar a sua fama como poeta e gravar definitivamente o seu nome nas letras portuguesas. No final do volume encontra-se uma extensa apreciação do autor sobre a obra de João Penha e notas mais pequenas sobre Ramalho Ortigão, Júlio César Machado, Thomaz de Carvalho, Teixeira de Vasconcelos, Guerra Junqueiro, Camilo Castelo Branco e Sousa Martins.

Pelas dedicatórias dos poemas percebe-se a ligação a diversas figuras da literatura e da sociedade portuguesa do seu tempo como Júlio César Machado, Eugénia Viseu (Viscondessa de S. Caetano), Teixeira de Queiroz, Tomás de Carvalho, Alberto Braga, Monteiro de Carvalho, Vicente e Bernardo Pindela, João de Almeida e Albuquerque, Antero de Quental, Condessa de Sabugosa, Alberto Pimentel, entre outros.

Das suas ligações ao Brasil (referidas no nº anterior) dá-nos sinal nos poemas “A Negra” e em “As Velhas Negras”, onde escreve: “As velhas negras, coitadas/Ao longe estam assentadas/Do batuque folgazão (…)/ E scismam: outrora e d’antes/Havia também descantes/E o tempo era tam feliz/Ai! Que profunda saudade/da vida, da mocidade/Nas mattas do seu paiz!/E pensam nos seus amores/Ephemeros como as flores/Que o sol queima no sertão…/Os filhos quando crescidos/Foram levados, vendidos./E ninguém sabe onde estão…”.

Encadernação com a lombada em pele. Lombada cansada e com sinais de desgaste à cabeça. Conserva as capas de brochura. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 12 euros.


10915 – DISTRIBUIÇÃO DE PRÉMIOS DO COLEGIO DE MARIA SSMA IMACULADA [LA GUARDIA] SOB A PRESIDÊNCIA DE SUA EXA. REV.MA O SR. D. ANTÓNIO AUGUSTO DE CASTRO MEIRELLES BISPO COADJUTOR DO PORTO. La Guardia. 1929. 70 pp. 20 cm x 14 cm. B.

Curiosa publicação com as listas de alunos premiados pelo Colégio de La Guardia. Esta instituição de ensino, dirigida por Jesuítas, acolheu durante o conturbado período da I República os filhos das elites portuguesas da época. Nas listas de premiados podemos encontrar os nomes de diversas personalidades que marcariam a vida pública portuguesa nas décadas seguintes.

Ilustrado com diversas fotos dos premiados, do colégio, etc.

Capa com pequenos defeitos. Contracapa com rasgão no canto superior esquerdo. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 24 euros.


10558 – Felgueiras, Guilherme – ESPADELADAS E ESFOLHADAS (NÓTULAS ETNOGRÁFICAS). Gaia. Edições Pátria. 1932. 58 pp. 26 cm x 18 cm. B.

Recolha sobre diversos aspectos etnográficos ligados às espadeladas e esfolhadas onde podemos encontrar apontamentos sobre história, costumes, música, tradições, etc.

Ilustrações de Amaro.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 25 euros.


3767 – Figueiredo, Antero de – AMOR SUPREMO. Lisboa. Livraria Bertrand. Lisboa. Livraria Bertrand. 1940. 19 cm x 12 cm. B.

6ª edição.

Com defeitos na lombada. Manuseado.

Preço: 9 euros.


10914 – Figueiredo – SOB A CINZA DO TÉDIO. ROMANCE DE UMA CONSCIÊNCIA. Lisboa. Empreza Literária Fluminense. 1925. 18,5 cm x 11, 5 cm. B.

A morte pelo tédio é a proposta desta obra de Fidelino de Figueiredo (1888 – 1967). Luiz Cotter, a personagem desta obra, vive uma profunda crise, uma batalha entre o intelecto, o espírito e os valores da sociedade em que vivia. No diagnóstico moral que faz sobre a morte de Cotter, Fidelino de Figueiredo chega à seguinte conclusão: “Luiz Cotter morreu de tédio, de inadaptação ao meio, incompatível como era com a mediocridade provinciana, as querelas locaes, o domínio da injustiça o horror das superioridades, a leviandade julgadora, a incultura quasi barbara. Morreu de tédio, esta doença má que já envenenou há um século os filhos da Revolução Francesa e vem de novo afligir-nos depois das demolições e decepções do século XIX. (…) Luiz Cotter era, pois, humaníssimo e realíssimo na sua visão do mundo. O seu tédio era um conflito de sensibilidades e conceitos de vida e era também um enfastiamento dos valores moraes que a Europa creou e há um século se entretem a endeusar, patinhando da impossibilidade de renovar os seus tesouros de emoção e ideais.” Concluía um estudo intitulado “Ensaio sobre o Agnosticismo” e planeava mudar-se para a América, mas entretanto cegou e tudo se desmoronou.

2º milhar.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 8 euros.


10903 – Horta, Maria Teresa – EMA. Lisboa. Edições Rolim. 1985. 131 pp. 20 cm x 13, 5 cm. B.

Da contra capa: “Autora de uma extensa obra, Maria Teresa Horta fez parte do movimento literário «Poesia 61» e assinou com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, o livro «Novas Cartas Portuguesas».

A sua obra — poesia e ficção — inclui cerca de dezanove títulos. Como jornalista Maria Teresa Horta dirigiu o suplemento «Literatura & Arte», no jornal «A Capital», colaborou como crítica literária no semanário «O Expresso», exercendo actualmente o cargo de chefe de redacção, na revista «Mulheres».

Ema é o novo livro de Maria Teresa Horta.

Ema é a viagem de uma mulher, só, na contemplação erótica, é a convulsão do amor, é a resposta, a violência, a dificuldade, o espelho, a explosão feminina-feminista, é a nudez-verdade de Ema.

O amante de Ema masturba-a com os dedos por cima do lençol, ela não gosta de sentir os seus dedos na pele nua. Mas guia-lhe as mãos gemendo baixo até que quase no fim o empurra e acaba ela, insatisfeita.

O amante deita-se para trás e fica a reparar-lhe nos seios entre os quais baloiça o rubi: coração desenhado a brilhantes, ametistas. A safiras. Coração lapidado, rutilante, sanguíneo.

O amante de Ema, enquanto ela se acaba de masturbar, recorda-a durante a noite em que o marido lhe dera aquele coração agora quente das suas mãos:

Junto da árvore, Ema. Distribui as prendas, uma a uma, a sua será a última. Estamos todos atentos. E todos reparamos como empalidece enquanto desembrulha o estojo negro, rectangular, que abre com os dedos pouco seguros.

Sobre o negro do fundo o coração ensanguentado que ela não pedira de ninguém?

— Feliz Natal.”.

2ª edição.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 16 euros.


8650 – Jesus, Júlio – JOAQUIM MANUEL DA ROCHA. JOAQUIM LEONARDO DA ROCHA. PINTORES DOS SÉCULOS XVIII-XIX. Lisboa. Tipografia Gonçalves. 1932. 165 – (6) pp. 26, 5 cm x 18, 5 cm. B.

Trabalho onde se estuda a vida e obra de Joaquim Manuel da Rocha e do seu filho Joaquim Leonardo da Rocha, pintores lisboetas

Joaquim Manuel da Rocha conviveu com Vieira Lusitano (ver nº 10117 deste catálogo) com quem aprendeu, sem contudo perder a originalidade do seu traço. Foi mestre de muitos alunos, nomeadamente de Domingos Sequeira (muito embora fosse pouco assíduo). Fez desenho para gravuras e pintou retratos, paisagens, naturezas mortas,  e até o “pano de boca para o Theatro do Bairro Alto”. 

O seu filho, Joaquim Leonardo da Rocha, teve uma vida algo atribulada, com passagens por Macau e pela Madeira. Pintou fundamentalmente retratos dos quais o autor deste livro destaca, entre outros, os retratos de Leonardo N. Maria Jacobetty e de D. Joaquina Bárbara Jacobetty.

Ilustrado.

Exemplar manuseado e um pouco manchado.

Preço: 18 euros.


10905 – [ECOLOGIA. NÃO VIOLÊNCIA] – Lanza del Vasto – A NÃO VIOLÊNCIA E O DESTINO DO OCIDENTE. Lisboa. Afrontamento. 1978. 28 pp. 21 cm x 14 cm. B.

Pequeno opúsculo que reúne um conjunto de textos de Giuseppe Giovanni Luigi Maria Enrico Lanza di Trabia-Branciforte (1901 – 1981), mais conhecido por Lanza del Vasto.

“A consciência de que a vida da espécie humana se encontra sob ameaça de catástrofes de grande amplitude devido a intervenções tecnológicas e económicas erradas da sociedade humana sobre o mundo natural, ou seja, a consciência ecológica, leva todos aqueles que compreenderam a presente crise a uma atitude mental de grande abertura, procurando, independentemente de preconceitos de ordem ideológica, doutrinária, religiosa ou outra, soluções ou indicações de solução onde quer que elas se encontrem. Seja ou não o contexto geral do agrado do pesquisador, seria suicida da parte deste desdenhar os elementos úteis encontrados numa situação de urgência e gravidade reconhecidas. Não se trata de um eclectismo amorfo ou de uma habilidade de remendão, mas antes de uma disponibilidade de espírito, fecunda para quem já experimentou o vazio dos sistemas que tudo explicam ou para quem já se desencantou definitivamente da irrespirável atmosfera de seita, hoje abundante no mercado para todos os paladares.

A publicação na colecção Viver é Preciso de alguns textos de Lanza del Vasto, prelúdio a uma mais pormenorizada antologia em preparação, situa-se nessa perspectiva. Certas intervenções cívicas de Lanza e companheiros, como a do Larzac, são de extremo interesse para todos os que só vêem solução à crise ecológica num renascimento rural. As formas comunitárias adoptadas pela Arca, sobretudo no que respeita à sua dimensão económica mais do que à sua organização social, são igualmente sugestivas. Quanto ao aspecto propriamente religioso, moral ou filosófico, basilares para os discípulos de Lanza del Vasto — não nos levarão estes a mal que por eles não exprimamos idêntico entusiasmo. Nem todo o campo da realidade é visível para todos de igual modo. As amputações que daí resultam, só uma investigação tolerante e ecuménica abrangendo todo o leque da grande inteligência humana (deixando de lado a pequena inteligência que leva o homem aos prodígios da tecnologia bélica, e seu alargamento ao espaço sideral), poderá começar a superar.” – José Carlos Marques.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Raro.

Preço: 14 euros.


10856 – Matos Sequeira, Gustavo de – TEATRO DE OUTROS TEMPOS. ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DO TEATRO PORTUGUÊS. Lisboa. 1933. 444 – (2) pp. 23, 5 cm x 16 cm. B.

Interessante obra do conhecido olisipógrafo Gustavo de Matos Sequeira (1880-1962) em que é tratada a história do teatro português. A obra divide-se nos seguintes capítulos: A Farsa do Alfaiate – Gil Vicente, colaborador de Erasmo, Náufragos, navegadores e actores, A Mulher, o Amor e o Casamento nos Autos de Prestes, Divertimentos escolares, Pátios de Comédias, Uma Portuguesada em Valladolid, A Tragi-comédia da Conquista do Oriente, Comédia de Amores, Teatro e Diplomacia, Tomaz Pinto Brandão e as Cómicas, Teatro nos Conventos, A Ópera do Conde de Soure, Teatros Reais, Um assalto na Travessa da Espera, Cortinas e Cenários, Prélios de Bastidores, A «Sociedade dos Teatros Públicos», Furiosos Dramáticos, Correia Garção e o «Judeu», O Teatro de São Roque, «Teatro Novo» Moderno e «Teatro Novo» Antigo, O «Agrião», Bibliografia, Obras impressas e manuscritos, Nota e Erratas, Obras do Autor.

Capa com pequenos defeitos. Contracapa com desgaste e pequena falha no pé de página. Interior em bom estado de conservação com vários cadernos ainda por abrir.

Preço: 24 euros.


10913 – Mendonça, Henrique Lopes de – ARGUEIROS E CAVALEIROS. Lisboa. Sociedade Editora Portugal Brasil Lda. 204 – (2) pp. 19 cm x 12 cm. B.

Romance histórico de Henrique Lopes de Mendonça (1856 – 1931) que tem por pano de fundo o reinado de D. João III.

Lombada com pequenos defeitos. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 12 euros.


10467 – Monteiro-Grillo, J. – CANÇÕES DE ESCRAVOS. Lisboa. 1954. Lisboa. Separata de Esmeraldo nº 2. 1954. 15 pp. 23 cm x 15, 5 cm. B.

“Cremos serem os spirtuals uma das manifestações mais elevadas dessa anónima e perene força criadora que se convencionou designar por «génio popular» – e esta nossa convicção é devida não só ao mérito artístico intrínseco desses cânticos, como também, e principalmente, à sua patética projecção humana.

A triste e heroica história (que se estende ao longo de quase 250 anos) da vida dos escravos nas plantações e engenhos do Novo Mundo, de que as canções espirituais são o mais belo capítulo, iniciou-se em 1619 num porto do que então era uma colónia inglesa naquele continente.”

Preço: 15 euros.


1895 – Neves, Álvaro (org. e notas) – TEÓFILO BRAGA E INOCÊNCIO FRANCISCO DA SILVA. CORRESPONDÊNCIA TROCADA ENTRE O HISTORIADOR E O BIBLIÓGRAFO DA LITERATURA PORTUGUESA. XV – 139 pp. 21 cm x 13 cm. B.

Publicação da correspondência trocada entre Teófilo Braga e Inocêncio Francisco da Silva, dois grandes vultos das letras portuguesas que viriam a cortar relações aparentemente por motivos fúteis (explicados nesta obra por Álvaro Neves)

Organização e notas de Álvaro Neves. Notícia preliminar de A. do Prado Coelho.

Exemplar em bom estado geral de conservação. Com vários cadernos ainda por abrir.

Preço: 15 euros.


10731 – Nieupoort, A. G. H. – RITUUM, QUI OLIM APUD ROMANOS OBTINUERUNT, SUCCINCTA EXPLICATIO…Venetiis. Apud Joannem Tybernium. 1754. XXIV – 562 pp – (1) pp. 15, 4 cm x 8, 5 cm. E.

Importante obra de Adriaan Gaspard Huydecoper Nieupoort (c. 1703 – 1782) sobre a história e as instituições dos romanos. A título de exemplo podemos destacar o capítulo “De Vita Privata Romanorum” ou “De Castris, Et Disciplina Militari”, que abre um um desdobrável intitulado
“Tabula et Forma Castrorum”.

Encadernação antiga inteira de pele. Interior um pouco manuseado, com pequeno rasgão que toca levemente o texto à cabeça das pp. 75/76, algumas notas manuscritas a lápis mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 38 euros.


10919 – OFFICIUM HEBDOMADAE SACNTAE SECUNDUM MISSLALE ET BREVIRARIUM ROMANUM…Mechliniae. H. Dessain. 1856. 420 pp. 14, 5 cm x 9 cm. E.

Ofício da Semana Santa editado em Malines.

Pautado.

Com assinatura de posse do Marquês de Sousa Holstein, “Londres 9 de Março de 1860”.

Encadernação inteira de pele. Corte carminado. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 28 euros.


10743 – OFFICIO DA SEMANA SANTA CONFORME O BREVIÁRIO, E MISSAL ROMANO. E COM AS CEREMONIAS DE QUE USA A IGREJA NESTE SANTO TEMPO, DISTRIBUIDAS PELOS SEUS PRÓPRIOS LUGARES; E EXPLICAÇÃO DOS SAGRADOS MYSTERIOS PARA EXCITAR MAIS A DEVOÇÃO DOS FIEIS. TUDO CORRECTO , E ORDENADO CONFORME OS MELHORES AUTHORES, E UTILISSIMAS DISPOSIÇÕES DA SAGRADA CONGREGAÇÃO DOS RITOS. Porto. Na Officina da Viuva Mallen, Filhos e Companhia. 1796. XI – (3) – 742 – (2) pp. 13 cm x 6,5 cm. E.

Rara impressão portuense do “Officio da Semana Santa”, saída dos prelos da Viuva Mallen.

Impresso a duas cores.

Com 3 gravuras com a marca “Franco. Fec.”.

Encadernação inteira de pele. Corte carminado. Interior um pouco manuseado mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 90 euros.

10918 – Oliveira, Miguel de (Padre) – HISTÓRIA ECLESIÁSTICA DE PORTUGAL. Lisboa. União Gráfica. 1968. 490 pp. 19 cm x 13, 5 cm. B.

4ª edição deste valioso trabalho do Padre Miguel de Oliveira que colheu críticas muito positivas em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente de Pierre David, cuja apreciação da obra é publicada nesta edição.

O trabalho estuda a história da Igreja e dos eclesiásticos em Portugal desde o domínio romano até à primeira metade do século XX. Aborda as Ordens religiosas, a relação da Igreja com o Estado, a Ciência, a Arte, etc. O estudo trata não só de Portugal mas também das antigas possessões portuguesas.

Ilustrado.

Capa com alguma acidez (ver imagem). Interior em bom estado de conservação com grande parte dos cadernos ainda por abrir.

Preço: 24 euros.


10908 – [FUTEBOL] – Peixoto, Adriano – O FUTEBOL PORTUGUÊS E O SISTEMA DE HERBERT CHAPMAN. Coimbra. 1948. 73 pp. 19, 5 cm x 13 cm. B.

Curioso trabalho sobre a adaptação do sistema de Herbert Chapman, antigo jogador de futebol e técnico inglês, às características dos jogadores portugueses e do futebol português.

“Este modesto trabalho tem somente o intuito de contribuir para o esclarecimento de pontos essenciais da adaptação do sistema de Herbert Chapman ao futebol português, procurando desfazer dúvidas, se não resistências, que subsistem em relação àquela possibilidade.

Método que envolveu na cálides da simplicidade, da harmonia e de um admirável sentido atlético o futebol dos nossos dias, transplantado para o futebol latino, serve-o preciosamente, clarificando-o, disciplinando-o, definindo-o, imprimindo-lhe singeleza, valorizando-lhe as suas virtudes rácicas: a rapidez e o fulgor do raciocínio.

O W M não é uma simples táctica, melhor, deixou de ser uma táctica. A concepção da sua estrutura elevou-o à altura de um sistema.”

Lombada com perda à cabeça. Um pouco manuseado.

Preço: 10 euros.


10899 – Sacadura, S. C. da Costa – PROTECÇÃO Á PRIMEIRA INFANCIA. Lisboa. Tip. de Cristóvão Augusto Rodrigues. 1912. 16 pp. 27, 5 cm x 19, 5 cm. B.

Conferência proferida na sessão solemne da Associação Portectora da Primeira Infância em 25 de Dezembro de 1911. O autor, Sebastião Cabral da Costa Sacadura era então assistente de clínica de partos na Faculdade de Medicina de Lisboa, inspector Geral da Sanidade escolar e Cirurgião hospitalar”.

Sacadura fala abertamente sobre os horrores que vivenciou na maternidade do Hospital de S. José e da condição da grávida, bem como das inúmeras dificuldades que as mulheres e as crianças de então enfrentavam.

Capa um pouco manchada. Com uma dedicatória do autor. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 7 euros.


10862 – Sardinha, António – AO PRINCÍPIO ERA O VERBO. Lisboa. Editorial Restauração. 1959. 352 – (2) pp. 21, 5 cm x 15, 5 cm. B.

Segunda edição desta obra de António Sardinha (1887 – 1925).

O livro divide-se nos seguinte capítulos: “Advertência, Nota dos Editores, Ao Princípio era o Verbo, Meditação de Aljubarrota, O drama de Fialho, Gomes Freire (revisão dum processo), O verdadeiro Antero, Monarquia e República (esboço duma teoria), O Rei Fernando, Oliveira Martins, Alcácer-Quibir, Teoria da Nobreza, Os nossos Reis, A conversão de Bocage, O «copiador» de Junot, A Ordem Nova, D. Carlota Joaquina e Apêndice”

Capa com alguma acidez. Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 15 euros.


10275 – Segurado, Jorge (direcção) – LISBOA NO PASSADO E NO PRESENTE. Lisboa. Edições Excelsior. 1971. XXII – 368 pp. 33 cm x 23, 5 cm. E.

Importante publicação onde a história da cidade de Lisboa é contada desde a Pré-História até ao século XX através de textos que procuram ter rigor histórico e de diversas imagens (pintura, fotografia, ilustração, etc.).

Encadernação editorial em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 60 euros.


10816 – Serpa, Alberto de – POESIA. Lisboa. Inquérito. 1944. XV – 315 pp. 24 cm x 19 cm B.

Colectânea de poesias de Alberto de Serpa que inclui as poesias “Varanda”, Descrição, Vinte Poemas da Noite, A Vida é o Dia de Hoje, Drama (Poemas da Paz e da Guerra), Lisboa é Longe e Fonte. Sobre Serpa diz-nos o seguinte João Gaspar Simões (ver “Critica II – Poetas Contemporâneos” pp. 249): “A poesia «moderna» não é para raros apenas. Pelo contrário, a poesia «moderna» representa nalguns dos seus aspectos, uma transigência com certas novas concepções da vida. A poesia «moderna» em determinadas manifestações, insisto, é uma poesia do largo auditório: uma poesia para as massas. (…). Enquanto teve de exprimir-se dentro dos moldes tradicionais Alberto de Serpa passou, como tantos outros, anódino. Cantava como todos cantam, sem voz própria, anónimo. Certo dia experimentou ser livre. Inesperadamente «as palavras misteriosas» vieram-lhe aos lábios. E então começa a marcha ascensional do poeta. Varanda, Descrição Vinte Poemas da Noite e A vida é o Dia de Hoje são os degraus dessa caminhada cada vez mais alta e mais firme (…)”.

Ilustrações de Paulo Ferreira.

Capa um pouco amarelecida (ver imagem). Interior com papel um pouco amarelecido mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 35 euros.


10268 – Simões, J. M. dos Santos – AZULEJARIA EM PORTUGAL NO SÉCULO XVIII. 535 pp. 30, 5 cm x 24 cm. E.

Um dos mais importantes e conhecidos trabalhos sobre a azulejaria portuguesa no século XVIII.

Ilustrado com LXXIV fotografias extra-texto no final do volume.

Encadernação editorial em tela. Sobrecapa com pequenos defeitos (ver imagem). Interior em bom estado de conservação.

Preço: 90 euros.


10898 – Trigueiros, Luís Forjaz – CAMPOS ELÍSIOS. PÁGINAS DO MINHO. Lisboa. Guimarães Editores. 1979. 118 – (2) pp. 21 cm x 15 cm. B.

Segunda edição destas crónicas (publicadas originalmente em 1956) onde Luís Forjaz Trigueiros procura captar o espírito minhoto.

A obra divide-se nos seguintes capítulos: Do Bom Jesus a Braga, O vale que ainda é verde, Quando a terra canta, Guimarães, pedra e alma, História de um lugar sem história, Meditação nas Feiras Novas, Margens da «Musa Pastoril», Lírico intervalo, Notas soltas do meu diário minhoto e O Minho, os mestres e eu.

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 14 euros.


8739 – [PORTO. CERÂMICA] – Valente, Vasco – CERÂMICA ARTÍSICA PORTUENSE DOS SÉCULOS XVIII A XIX. Porto. Livraria Fernando Machado. 243 pp. 29 cm x 21, 5 cm. E.

Importante trabalho sobre a cerâmica portuense dos séculos XVIII a XIX. A também obra inclui pequenas notas sobre oleiros dos séculos XV a XVII.

O livro encontra-se dividido nos seguintes capítulos: Fábrica de Massarelos; Fábrica de Miragaia; Reais Fábricas do Cavaquinho (Fabrica de Faiança; Fábrica de Pó de Pedra); Fábrica de Santo António do Vale da Piedade; Documentos.

Com uma árvore genealógica dos proprietários da Fábrica de Miragaia (família Rocha) a abrir o volume.

Ilustrado.

Encadernação editorial em pele. Interior em bom estado de conservação.

Preço: 100 euros.


10892 – Vasconcelos, Bernardo de (Frei) – CÂNTICO DE AMOR. VERSOS. Braga. Pax. 1932. 110 – (2) – 7 pp. 20, 5 cm x 14 cm. B.

Frei Bernardo de Vasconcelos (n. Celorico de Basto, Casa do Marvão em 1902 – m. Porto, Foz, 4 de Julho de 1932) foi um poeta místico que uma vida encurtada pela doença impediu de voar mais alto. Diagnosticado com tuberculose em 1924, entrou para os Beneditinos em 1928 e morreu após grandes sofrimentos em 1932. Nesse ano foram dados à estampa os seus versos, “Cânticos de Amor”, impressos em Braga a 2 de Julho de 1932.

Transcrevemos de seguida a carta de Teixeira de Pascoaes a Bernardo de Vasconcelos (de 21.09.1931) publicada como prefácio a esta obra:

“Muito querido amigo:

Li, encantado, os seus versos, animados pelo Espírito divino! A sua alma, eleita do Senhor, brilha neles todos. Lembra uma estrela no fundo escuro da noite ou um sorriso ao alvorecer por entre nuvens de tristeza. E’ uma alma que encontrou Deus, mas que se encontra ainda neste mundo. E o mundo é sempre uma distância entre nós e Deus. E’ preciso vencê-la sofrendo e amando. E essa vitória está-lhe prometida, meu querido Poeta. E Poeta no verdadeiro sentido, porque o Misticismo é a única Poesia verdadeira.

Perdoe-me ter apontado, a tinta vermelha, alguns versos, que me parecem frouxos, na forma e não na inspiração. Se quiser corrigi-los, corrija-os; se não quiser, não faça caso. O que vale é espírito, e êsse não lhe falta, graças a Deus.

Felicíto-o verdadeiramente impressionado, e desejo-lhe, do coração, que se restabeleça completamente o mais depressa possível.

Creia na minha mais alta consideração e amizade”

Ilustrações do Tenente Alípio S. Vicente.

Exemplar com pequenos defeitos mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 18 euros.


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