
Imagem retirada do nº 10673

5471 – Amicis, Edmundo de – CONTOS MILITARES. Lisboa. Santos Valente & Faro. 1883. 327 págs. 18 cm. E.
Supomos ser esta a primeira edição portuguesa da obra “Racconti militari. Libro di lettura ad uso delle scuole dell’esercito”, uma das primeiras obras de Edmundo de Amicis (1846 – 1908) publicada originalmente em 1869. Amicis foi um escritor e militar italiano que se notabilizou com o romance “Cuore” (1886). As suas obras conheceram sucesso internacional, inúmeras edições e foram traduzidas em diversas línguas.
Estes “Contos Militares” dividem-se nos seguintes capítulos: A Mãe; Um ramo de flores; Caremella; O mutilado; Aos vinte anos; A partida e a volta e A Morte no Campo.
Encadernação antiga com a lombada em pele. Dedicatória não autógrafa na folha de guarda. Assinatura de posse na folha de rosto. Interior em bom estado geral de conservação, ainda que com alguma acidez.
VENDIDO.

10875 – Andresen, Sophia de Mello Breyner – ANTOLOGIA. Lisboa. Portugália. 1968. 231 – (4) pp. 20 cm x 14 cm. B.
Antologia poética de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919 – 2004). Abre com dois poemas de homenagem a Sophia da autoria de João Cabral de Mello Neto e de Jorge de Sena.
No final apresenta um pequeno ensaio intitulado “Arte Poética” (Texto lido em 11 de Junho de 1964 no almoço promovido pela Sociedade Portuguesa de Escritores, por ocasião da entrega do Grande Prémio de Poesia atribuído a “Livro Sexto”).
Exemplar um pouco manuseado mas em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10559 – Azevedo, J. Lucio de – A EVOLUÇÃO DO SEBASTIANISMO. Lisboa. Livraria Clássica Editora. 1918. 255 pp. 19 cm x 12 cm. B.
João Lúcio de Azevedo (1855 – 1933). Nascido em Sintra em 1855, João Lúcio de Azevedo cedo emigrou para o Brasil, mais precisamente para o Pará, onde cedo assumiu a direcção de uma livraria. Este contacto com o mundo dos livros terá contribuído para a transformação do comerciante livreiro em investigador e historiador. Conhecido pelos seus estudos sobre economia, sobre os cristãos-novos e pelos seus trabalhos relativos à obra do Padre António Vieira, João Lúcio de Azevedo também se interessou pelo fenómeno do sebastianismo que aqui estuda desde a sua origem até ao século XIX.
Exemplar com pequenos defeitos, mas em bom estado geral de conservação.
Preço: 25 euros.

10777 – Barreiro, Domingos Pires – PALESTRAS MAÇONICAS. 1ª A 3ª. Lisboa. Typ. A Vapor de Eduardo Rosa. 1913. 93 pp. 20, 5 cm x 14, 5 cm. B.
– PALESTRAS MAÇONICAS. 4ª. [. Lisboa. Typ. A Vapor de Eduardo Rosa. 1913]. 40 pp. 20, 5 cm x 14, 5 cm. B.
Conjunto de palestras “realizadas no palácio do Grande Oriente Luzitano Unido”, pelo IR. “Membro efectivo do Grande Oriente Luzitano do Brazil e Honorário da sua Assembleia Geral e Orador da Res. Loja . Cap. Montanha do Val. de Lisboa”. Pires Barreira foi também Vice-Consul do Brasil em Lisboa e profissional de Seguros.
Estes folhetos, muito centrados na história da Maçonaria na Europa e no Brasil, encerram com um texto de Severo Portela.
Exemplares em bom estado geral de conservação.
Preço: 35 euros.

10767 – Basto, A. J. Pinto – CRUZADOR S. GRABRIEL. VIAGEM DE CIRCUMNAVEGAÇÃO. Lisboa. Livraria Ferreira Editores. 1912. 444 – (1) – (2) pp. 20 cm x 14 cm. E.
“Foi o S. Gabriel não só o primeiro navio de guerra portuguez que realisou uma viagem de circumnavegação, mas o primeiro navio portuguez que passou pelo estreito de Magalhães e Canaes da Patagonia, e entrou nos portos do Chili, Peru, Panamá, Mexico, California e ilhas de Hawai, fazendo, sem duvida, uma das mais interessantes, se não a mais interessante viagem, dos ultimos annos.
Como commandante do S. Gabriel, entendemos que nos cabia a obrigação moral de informar o publico, e os nossos camaradas em especial, do que foi essa viagem, das difficuldades que encontrámos, e da maneira como ellas foram resolvidas, o que tudo pode ser vantajoso para os que tenham de desempenhar mais tarde uma comissão semelhante.
Por isso escrevemos este livro.” – Pinto Basto.
Com um mapa desdobrável.
Ilustrado com 150 desenhos e fototipias
Encadernação com a lombada em pele. Rasgão e perdas junto à lombada das pp. 143 – 146 (sem afectar o texto). Restante interior em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10058 – Bessa-Luís, Agustina – A DANÇA DAS ESPADAS. Lisboa. Guimarães Editores. 1963. 279 pp. 20 cm x 13, 5 cm. B.
“A evolução de um tipo humano que, através da própria neutralização da memória, empreende o risco da liberdade; liberdade continuamente em vias de regressão, seja por vínculos ao passado, seja pela criação de novos laços políticos, sentimentais ou económicos. Só o amor é garantia de liberdade. Amar-se a si mesmo é cultivar a imagem da nossa perpétua criação. O amor ao próximo resulta da confiança que o nosso eu nos merece; este não pode causar-nos mal – os outros aderem à consciência desta inviolabilidade. Este, o tema de «A Dança das Espadas», 2ª série de «As Relações Humanas»”
1ª edição.
Capa com alguma acidez. Exemplar em bom estado geral de conservação.
Preço: 40 euros.

2248 – Boaventura, Fr. Fortunato de S. – ORAÇÃO GRATULATORIA QUE NA SANTA IGREJA CATHEDRAL DE COIMBRA EM 25 DE ABRIL DO PRESENTE ANO DE 1828, DIA NATALICIO DE S.M. A IMPERATRIZ RAINHA CARLOTA JOAQUINA, APRAZADO PELOS ESTUDANTES NÃO LIBERAES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA PARA SE RENDEREM GRAÇAS AO TODO PODEROSO PELO ANCIOSAMENTE DESEJADO REGRESSO DO MUI ALTO E MUI PODEROSO SENHOR D. MIGUEL I A ESTES REINOS DIZIA FR. FORTUNATO DE S. BOAVENTURA, MONGE DE ALCOBAÇA. Coimbra. Na Real Imprensa da Universidade. 1828. 16 pp. 27 cm x 12, 5 cm. B.
Tendo ingressado cedo na Ordem de Cister, foi a esta sua casa que Frei Fortunato de S. Boaventura (1777 – 1844) dedicou grande parte do seu saber erudição, tendo saído da sua pena valiosos estudos sobre a história da sua Ordem em Portugal.
Frei Fortunato foi também apóstolo (e mestre, no dizer de Fernando de Campos) da contra-revolução. Esta “Oração Gratulatória”, impressa em Coimbra e “aprazada” pelos estudantes não liberais, faz parte do conjunto de escritos que escreveu para defender e apoiar a causa de D. Miguel.
Exemplar manuseado e com alguns defeitos.
VENDIDO.

5957 – BREVE DO SANTISSIM1O PADRE BENEDICTO PAPA XIV. NOSSO SENHOR, PELO QUAL CONCEDE PARA SEMPRE AO SERENISSIMO REY DE PORTUGAL, E DOS ALGARVES, D. JOÃO V E ASO REYS SEUS SUCESSORES O TITULO DE FIDELISSIMO, PELOS GRANDES MERECIMENTOS DO MESMO REYM E DOS REYS SEUS PRECENDENTES, E PELO GRANDE ZELO, COM QUE COM TANTO CUIDADO TEM PROPAGADO A FÉ CATHOLICA. Lisboa. Na Officina de Francisco Luiz Ameno, Impressor da Congregação Cameraria da Santa Igreja de Lisboa. 1751. 7 pp. 20 cm x 13 cm. B.
Importante publicação do “Breve” onde é concedido a D. João V e aos seus sucessores o título de “Fidelíssimo” (atribuído em 1748) o que reconhecia Portugal como um dos principais reinos católicos.
Escrito em português e em latim.
Exemplar em brochura. Um pouco manuseado mas em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

9697 – Bruno, José Pereira de Sampaio – A DICTADURA. SUBSÍDIOS MORAES PARA O SEU JUIZO CRÍTICO. Porto. Livraria Chardron de Lello & Irmão. 1909. 293 pp. 17, 5 cm x 11, 5 cm. E.
“Foi em 17 de Maio de 1906 que, de seguida a uma indigna e indignante brutalidade policial, cuja responsabilidade promotora ainda permanece inapurado, o rei Dom Carlos despediu, de golpe, por intermédio de uma carta cuja doutrina structiva elle breve haveria de radicalmente desmentir, o seu presidente do conselho de ministros Hintze Ribeiro, para substituir a quem o monarca chamou João Franco (…)”. Sampaio Bruno (1857 – 1915) descreve assim o consulado de João Franco para, de seguida, fazer uma crítica profunda à Monarquia Constitucional que termina com uma apologia à República: Se a Republica se implantasse em Portugal o povo portugues adquiriria a consciência da soberania e ganharia as virtudes politicas que fundamentam a dignidade cívica. Respeitar-se-ia, e o verdadeiro patriotismo faria pulsar os corações (…)”.
Encadernação editorial em tela. Sem capas de brochura. Com uma assinatura de posse na folha de anterrosto (rasgão na assinatura sem perda de papel). Interior em bom estado de conservação.
Preço: 26 euros.

10858 – Bruno, José Pereira de Sampaio – PORTUENSES ILLUSTRES. Porto. Livraria Magalhães & Moniz 1907. III VOLUMES. (6) – 405 (2) pp.; 416 pp. 416 pp. 19 cm x 12 cm. B.
junto com
Bruno, José Pereira de Sampaio – O PORTO CULTO – OBRA PARA SERVIR DE REMATE E CONCLUSÃO Á DOS PORTUENSES ILLUSTRES. Porto. Magalhães & Moniz Editores. 1912. VIII – 518 pp. 19 cm x 12 cm. B.
Trabalho monumental de José Pereira de Sampaio Bruno (1857 – 1915), um dos mais notáveis intelectuais portugueses do seu tempo.
Nesta obra são tratadas figuras como Belchior Nunes Barreto, Ricardo Raymundo Nogueira, Almeida Garrett, Vasco de Lobeira, Uriel da Costa, o Almada, Diogo Kopke, Eduardo Allen, José Maria de Sousa Monteiro, Aires Vitória, Júlio Dinis, Inácio José Matheus, José da Silva Passos, António Novo, Soares Paes, Faustino Xavier de Novaes, Dom José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, Pedro Gastão Mesnier, António da Costa Paiva, Alfredo Alves, entre outros.
No Porto Culto, vamos encontrar referências temas como o Feminismo e a figuras como como Jacob de Castro Sarmento, Félix de Avelar Brotero, José Correia da Serra, Júlio de Matos, Joaquim de Araújo, Maximiano de Lemos, etc.
Preço: 100 euros.

10791 – Brunswich, H. – DICCIONARIO DOS SYNONIMOS LATINOS. Porto. A. J. da Silva Teixeira – Editor. 1893. 361 pp. 18 cm x 12 cm. B.
Da Advertência: “Frequentemente, faz-se alusão neste dicionário às diferentes épocas ou idades da literatura latina. Supondo que não só eruditos o consultarão, parece-me útil indicar o tempo que cada uma abrange. Idade de ouro. Esta idade compreende o espaço de tempo transcorrido desde a segunda guerra púnica até aos últimos anos do reinado de Augusto, isto é, desde o ano de 536 da fundação de Roma, até 777, ou seja, desde o ano 217 antes de Cristo até o XIV da era cristã. Idade de prata. Esta idade começa com a morte de Augusto e acaba com a de Trajano. Idade de cobre. Esta idade decorre desde a morte de Trajano até a conquista de Roma pelos Godos, ou seja, desde o ano 117 até 410. Idade de ferro. Esta idade principia com o século V e dura até o século XIV.”
Com revisão do Dr. João Manoel Correa, Professor do Lyceu Central e do Instituto Industrial e Comercial do Porto e de Francisco de Faro Oliveira, Professor do mesmo instituto.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10738 – Burggraeve, Adolphe – A LA MER OU CONSEILS POUR LA SANTÉ. Paris. A L’Institut Dosimétrique. Ch. Chanteaud et Cie. 1877. 126 pp. 18, 5 cm x 12 cm. B.
Segunda edição desta obra demonstra os benefícios terapêuticos do mar para a saúde. O autor apresenta conselhos práticos sobre banhos de mar, ar marítimo, clima e hábitos de vida costeiros, destacando o seu impacto positivo na prevenção e no tratamento de diversas doenças. O livro reflete a visão científica do século XIX sobre higiene, natureza, etc. numa altura em que se começavam a vulgarizar os “banhos de mar” como um elemento terapêutico.
O seu autor, Adolphe Burgraeve (1806–1902), foi um médico belga que lecionou na Universidade de Gand. Destacou-se pelos seus trabalhos nas áreas da anatomia, cirurgia, higiene e medicina sendo também conhecido pelo seu interesse em métodos naturais de promoção da saúde, como o uso terapêutico do mar e do clima.
2ª edição.
Exemplar manuseado mas em bom estado geral de conservação.
Preço: 60 euros.

9297 – Cordeiro, Manoel Caldas – O MARQUEZ DE POMBAL (FOLHETO PARA POUCOS). Porto. Typographia de A. J. da Silva Teixeira. 1890. 41 pp. 19, 5 cm x 12, 5 cm. B.
Folheto da autoria de Manuel Caldas Cordeiro, empregado público e autor de algumas obras (onde usou o pseudónimo de Camillo Queiroz), em que é feito um feroz ataque à figura do Marquês de Pombal que considera um “terrorista”.
Capas com alguma acidez. Interior em bom estado geral de conservação.
Preço: 15 euros.

4821 – INSTRUCÇÕES PARA A REGULAR E PROMPTA ARRECADAÇÃO DO SUBSIDIO LITTERARIO. Lisboa. Na Regia Officina Typographica. ANNO 1773. 14 pp. 31 cm x 21, 5 cm. B.
junto com
CARTA DE LEY, POR QUE VOSSA MAGESTADE HA POR BEM ESTABELECER HUM NOVO METHODO, COM QUE SE DEVEM FAZER NA PRAÇA DO DEPOSITO GERAL OS LEILÕES, ARREMATAÇÕES DOS BENS; E DAR A ESTE RESPEITO, E ÁS PREFERENCIAS AS REGRAS E PROVIDENCIAS ACIMA DECLARADAS…1774. 15 pp. 31 cm x 21, 5 cm. B.
Disposições dadas pelo Marques de Pombal para arrecadação do subsídio literário. O objectivo seria taxar vinhos, aguardentes, etc. em “beneficio das Escolas Menores e da perpétua conservação dos Mestres e Professores delas”.
Exemplar em razoável estado de conservação. Manchado (ver imagem)
VENDIDO.

10779 – [BRASIL] – Júnior, Bento Ernesto – ATOMOS LYRICOS.VERSOS. Rio de Janeiro. Imp. Carlos Schm. Td. 1896. 108 pp. 15 cm x 11 cm. B.
Primeira edição deste livro de poesias da autoria de Bento Ernesto Júnior (1886 – 1934), poeta, músico escritor e jornalista. O autor foi membro da Academia Mineira de Letras e “Sócio da Padaria Espiritual do Ceará, da Mina Litteraria do Ceará e do Centro Litterário da Fortaleza”.
Com capas de brochura. Interior em bom estado geral de conservação.
Preço: 40 euros.

10673 – HISTORIA DE LOS NOBLES CABALLEROS OLIVERIOS DE CASTILLA Y ARTUS DE ALGARVE. Sevilla. Imprenta a cargo de D. J. M. Estillarte. [s.d.]. 39 pp. 20 cm x 14, 5 cm. B.
“Por los tiempos en que reinaba el emperador Carlo-Magno, hubo en Castilla un príncipe que por sus muchas virtudes era querido de todo el reino, el cual estaba casado con una hermosa princesa, hija del rey de Galicia. Hízose esta embarazada, y parió un niño muy hermoso, de cuyo parto murió al tercer día; de forma, que en el mismo día de su entierro, fue bautizado el príncipe, poniéndole por nombre Oliveros. El rey tuvo mucho sentimiento por la muerte de su esposa (…). Los grandes de la corte, viendo que cada día crecía más su tristeza, por ver si le podían distraer, acordaron su casamiento con la reina de Algarve, que era viuda, de poca edad, bien parecida, y de gentil disposición. Determinados a efectuar este matrimonio, se dirigieron al rey exponiéndole que de común acuerdo, había determinado toda la corte por considerarlo conveniente, que tomase estado con la reina de Algarve (…)”. Começa a assim esta história onde depois entra Artus, o filho da Rainha do Algarve, então uma criança que, estranhamente se parecia com Oliveros…
Em brochura. Em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

54 – [MÚSICA. POESIA] – LOIROS Á EXCELLENTISSIMA SENHORA D. GLORIA CASTANHEIRA. Coimbra. Typographia França Amado. 1919. [37] pp. 24, 5 cm x 18 cm. B.
Livro de homenagem a Glória Castanheira, cantora lírica, pianista e professora. Nesta obra podemos encontrar textos e poesias de D. Carolina Michaelis de Vasconcelos, Marquesa de Pomares, Mendes dos Remédios, Eugénio de Castro, Visconde de Villa-Moura, Silva Gaio, Pires de Lima da Fonseca, António Cid, João da Providencia, Sanches da Gama, Fernando d’Almeida, Mário Beirão, José Pinto da Cunha Saavedra, M. Rosas da Silva e Silvio Pélico.
Para além da publicação das poesias inéditas de vários dos autores acima elencados, o livro reveste-se de particular interesse pelas considerações sobre a música de D. Carolina Michaelis de Vasconcelos, Visconde de Villa Moura, Mendes dos Remédios e Pires de Lima da Fonseca.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Pouco frequente.
VENDIDO.

10683 – Leitão, Joaquim – A BANDEIRA DOS EMIGRADOS (REPELLINDO UMA AFFRONTA). Porto. Edição de Autor. 1912. 16 pp. 18 cm x 11, 5 cm. B.
“Sobre os emigrados Galliza e sobre, a pequena se quiserem, mas admirável, legião monarchica portuguesa, teem cahido as mas negras acusações. Tudo se lhes tem inventado, tudo se lhes tem arremessado ao coração e à consciência. (…)”. É com esta frase que Joaquim Leitão abre este pequeno opúsculo em que se pretende defender os monárquicos emigrados de uma série de calunias que então corriam.
Com uma dedicatória (não autógrafa )para o “Exmo. Snr. Anibal de Moraes” feita “em nome do autor”. Com um ex-libris de Fernando Rebelo Valadares.
VENDIDO.

10886 – Lopes, Fernão – CRÓNICA DEL REI DOM JOAO I DA BOA MEMÓRIA. PARTE PRIMEIRA. Lisboa. Imprensa Nacional – Casa da Moeda. 1973. LXX – 424 pp. 29 cm x 20 cm. B.
– CRONICA DEL REI DOM JOHAM I DE BOA MEMORIA E DOS REIS DE PORTUGAL O DECIMO. PARTE SEGUNDA…Lisboa. Imprensa Nacional. 1968. XXXIX – 461 pp. 29 cm x 20 cm. B.
Primeira e segunda parte da Crónica de Dom João I de Fernão Lopes. A primeira parte é um facsimile da ediãção preparada por Braancamp Freire, com prefácio de Lindley Cintra. A segunda parte foi publicada por William J. Entwistle, professor da Universidade de Oxford.
Exemplares em bom estado geral de conservação.
Preço: 80 euros,

7049 – Machado, A. Victor – GRAÇA TEATRAL. Lisboa. Henriques Torres Editor. 1932. 136 – (8) pp. 18 cm x 11, 5 cm. B.
“Colecção de Antedoctas de vários escritores, empresários, maestros, scenógrafos, ensaiadores, actores, actrizes, e coristas nacionais e estrangeiros”.
A estas “anedoctas” juntam-se preciosas contextualizações e notas biográficas que contribuem para uma compreensão do Teatro português das primeiras décadas do século XX.
Encadernação modesta com a lombada em tecido. Um pouco manchado e com outros pequenos defeitos.
Preço: 16 euros.

10792 – Magalhães, Artur Ernesto da Cruz – MAXIMAS…MINIMAS DITOS…MAL DITOS & RISO AMARGO. Porto. Renascença Portugueza. 1926. 74 pp. 22, 5 cm x 15 cm. B.
Curioso livro de máximas satíricas e humorísticas do escritor, crítico e humorista Artur Ernesto da Cruz Magalhães (1864 – 1928), hoje mais conhecido por ter sido o fundador do Museu Bordalo Pinheiro,. A título meramente exemplificativo partilhamos a seguinte: “Guilherme de Azevedo afirmava – segundo o Dr. Magalhães Lima, seu antigo companheiro de quarto – que no caminho da glória e do urinol há sempre um malandro que se atravessa. Certas pilhérias revelam altas filosofias sociais! E não é necessário o caminho da glória, basta o da simples notoriedade! Para o da Glória temos o recurso do elevador…a dois tostões; e quantos cavalheiros se atravessam ainda assim!…”.
Com uma dedicatória do autor.
Lombada quebrada e com restauros. Interior em bom estado de conservação.
VENDIDO.

10703 – Mello (Filho), Adelino Augusto das Neves e – MUSICAS E CANÇÕES POPULARES COLLIGIDAS DA TRADIÇÃO. Lisboa. Imprensa Nacional. 1872. 245 pp. 22,2 cm x 14 cm. E.
“Este cancioneiro não é mais do que um singelo ramo de flores silvestres colhidas ao acaso pelo campo; modesto e simples na sua ingénua belleza é, todavia, suavíssimo e brando o seu aroma; sente-se uma certa frescura matinal ao aspiral-o, uma subtil vibração de primavera (…)”.
Nesta recolha podemos encontrar “Cantigas de Coimbra” (“Fado”, “Estudantina”, entre outras”), “O Londum da Figueira”, “Oh Elvas, Oh Elvas …Badajoz à vista” (todas as anteriores incluídas em “Cantigas de Coimbra”), “Cantigas do Minho” (“Canna Verde”, “Chula”, etc), “Cantigas de Traz os Montes”, “Cantigas dos Açores” e “Cantigas do Berço”.
Encadernação antiga em tela com algum desgaste na lombada. Com as iniciais “M. L.” gravadas a dourado na pasta. Interior em bom estado de conservação.
Raro.
Preço: 85 euros.

10849 – Monteiro, Domingos – O MAL E O BEM. Porto. Editorial Ibérica. 1945. 190 pp. 19, 5 cm x 12, 5 cm. B.
2ª edição desta novela de Domingos Monteiro a que se segue “Menina Cega” e “O Encontro”.
Capa de Manuel Ribeiro.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10189 – [MEDICINA. BRUCELOSE] – Moreira, José Mendes – A FEBRE DE MALTA E O SEU TRATAMENTO PELO NEOSALVARSAN. Porto. Typographia Costa Carregal. 1923. 65 pp. 22, 5 cm x 14, 5 cm. B.
“Tese de Doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina do Porto – Julho de 1923”.
Trabalho onde o autor defende o tratamento da brucelose com “neosalvarsan”.
Com uma dedicatória do autor.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Preço: 10 euros.

10885 – Moraes, Wenceslau de – DAI NIPPON. O GRANDE JAPÃO. Lisboa. Pareceria A. M. Pereira. 1972. 367 pp. 21 cm x 14, 5 cm. B.
Terceira edição desta conhecida obra de Wenceslau de Moraes (1859 – 1929).
Do prólogo desta terceira edição retiramos as seguintes linhas:
“Dai Nippon, o «Grande Japão», foi escrito em 1895 e publicado dois anos depois pela Imprensa Nacional; a segunda edição é feita pela Seara Nova, em 1923, por iniciativa de Vicente Almeida d’Eça e contra o desejo expresso por Moraes. Este, por causa dos erros tipográficos que o exasperaram, comenta em carta: «a 2.ª edição do Dai Nippon é uma porquíssima aventura». Em seguida cortou relações com o prefaciador, apesar de ele ser um dos três da «Trindade Benevolente» a quem dedicara O Culto do Chá.
Com a publicação do Dai Nippon, aparece subitamente um verdadeiro escritor, um dos grandes prosadores da língua portuguesa. Já não se encontram as indecisões e fraquezas dos Traços do Extremo Oriente; (…) Dai Nippon é um dos mais belos livros portugueses do século passado, e o maior livro de viagens depois da época das Descobertas. É este verdadeiramente o primeiro livro escrito por Wenceslau de Moraes, pois o anterior consiste apenas numa compilação de artigos, ressaibando ainda muito as hesitações do principiante. Neste é visível a unidade de concepção, a força e o entusiasmo que o inspira. (…) O entusiasmo de Wenceslau pelo seu constante assunto, o Japão, nunca esmorece, é vivo até aos seus últimos dias; mas o sopro da poesia e a frescura virginal da emoção, embora toquem frequentemente os mesmos cimos puros nos livros posteriores, talvez em nenhum outro se mantenham, sem quebra, em tão longo voo. (…).
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Preço: 16 euros.

10740 – [PORTO] – Osório, João Mendes – O HOSPITAL DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DO PORTO OU A PROPOSTA APRESENTADA EM MESA NO DIA 2 DE JANEIRO DE 1865 POR JOÃO MENDES OSÓRIO MESARIO QUE ENTÃO ERA DA MESMA SANTA CASA E A CONTRA-PROPOSTA APRESENTADA ULTERIORMENTE PELO MORDOMO DAS OBRAS. Porto. Typographia de Antonio Jose da Silva Teixeira. 1868. 205 – (2) pp. 26 cm x 17 cm. B.
Importante trabalho sobre o Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Porto. A obra divide-se nos seguintes capítulos principais: Parte I – O que é o Hospital de Santo António, Parte II – Como poderá o hospital da Misericórdia ser aquillo que a sciencia aconselha e a humanidade reclama, Parte III – Administração do Hospital ou o Hospital de quem o administra? Appendice – A Contraproposta do Snr Mordomo das Obras.
Nos subcapítulos vamos encontrar referências ao funcionamento dos hospitais em geral, à localização do hospital de Santo António, condições higiénicas do hospital, detalhes relativos às obras, questões relativas à administração do hospital, etc.
Com dois desdobráveis onde se apresenta a planta do projecto do Hospital apresentada pelo Mordomo das Obras.
Exemplar em brochura. Lombada com defeitos. Interior em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

8751 – Pereira, Júlia Eugénia Silva – SUSPIROS. Lisboa. 1913. 197 – (4) pp. 24, 9 cm x 16 , 5 cm. B.
É esta a primeira obra publicada por Júlia Eugénia Silva Pereira (Júlia Escórcio n. Lisboa – m. 1920). De acordo com Nuno Catharino Cardoso na sua obra “Poetisas Portuguesas”, Julia Escorcio nasceu em Lisboa, filha de Zacarias José Pereira e de D. Maria del Rosario M. Lazara Francisca da Silva Montaño Castañeda y Domingues de Pereira. Casou “com o importante industrial Sr. João Nicolau Lucio Escorcio”. Colaborou “na Illustração Portuguesa, Heraldo da Madeira, Jornal da Madeira e Jornal da Mulher”.
O livro encontra-se dividido em três partes: Versos, Poesias e Contos. A autora escreve as suas poesias e contos em português, espanhol francês e inglês.
Prefácio de Adriano Anthero.
Capa com alguma acidez. Interior em bom estado geral de conservação.
Raro.
Preço: 50 euros.

8455 – Pires de Lima, Fernado de Castro – A SEREIA. NA HISTÓRIA E NA LENDA. FALTA PAGINAÇÃO E DIMENSÕES
Do prefácio de Gregorio Marañon retriramos as seguintes linhas:
“La dulce y trágica leyenda de la Sirena há corrido de boca en boca a lo largo de los siglos y ha cristalizado , aqui y alla, en unos versos; y estos versos vuelven todavia a nuestros labiaos cuando podemos, ya muy pocas veces soñar. De esa leyenda nos habla, com palabras de investigador, pero veladas de poética lejanía, el libro que ahora mesmo, en el crepúsculo, acabo de ler”.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
Preço: 16 euros.

421 – Sá, Ayres de – O CONQUISTADOR DO MAR. POEMA EPICO DE AYRES DE SÁ. Lisboa. Imprensa Libanio da Silva. 1921. 80 págs. 18, 6 cm. B.
Poema épico dedicado à “Nobre Invicta e Sempre Leal Cidade do Porto”, centrado nos feitos da família Velho.
Exemplar com uma dedicatória do autor.
Exemplar não encadernado. Com um carimbo na capa e com direcção e selo na contracapa (o livro foi enviado a um amigo como uma carta). Interior em bom estado de conservação.
Preço: 10 euros.

9654 – Sampaio, Albino Forjaz de – VIDAS SOMBRIAS. Lisboa. Imprensa Literária Fluminense. s.d. 236 pp. 19 cm x 12 cm. B.
Da introdução de Forjaz de Sampaio transcrevemos as seguintes linhas: “De tôdas as páginas que tenho escrito estas são as do livro meu dilecto. Escrevi-as com o próprio sangue, segundo a frase pitoresca de Nietzsche. Passou o ódio das «Palavras cínicas». Passou a revolta da «Lisboa trágica». Ficará a piedade dêste livro dos deserdados, dos escravos, dos miseráveis, dos mendigos, dos famintos. A legião, o mundo de figuras que nêle vive está aí na sombra, lábios secos, vozes roucas, braços inertes de vencidos do Destino, clamorante, sinistro, trágico ou simplesmente terno e piedoso. Num canteiro do meu coração de homem de letras, que atravessou um pouco êsse mundo e mau grado seu foi rabulista na tragédia, essas flores deram-se bem e achando terra amiga, desabrocharam. Colhi-as para ti, leitor, que não conheço. Se quinhares um pouco a sua mágoa cumpriste a tua obrigação de sensitivo. Se não sentires, deita fora êsse coração rebelde. Não é mais do que um seixo, uma dura e incomovível pedra de calçada…”.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10884 – Saraiva, António José – DICIONÁRIO CRÍTICO DE ALGUMAS IDEIAS E PALAVRAS CORRENTES. Lisboa. Publicações Europa-América. 1960. 209 – (4) pp. 19 cm x 12 cm. B.
Trabalho onde António José Saraiva procura definir alguns conceitos da política e da vida pública de então. Aqui podemos encontrar definições de “Corporativismo”, “Esquerda e Direita”, “Igualdade ou privilégio”, “Lacismo”, “Liberalismo”, “Liberdade”, “Liberdades”, “Propriedade”, “Tradição”, etc.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

9157 – Saraiva, Evaristo Gomes – A NATUREZA NOS ALPES. IMPRESSÕES DE VIAGEM. Porto. Typ. de Alexandre da Fonseca e Vasconcellos. 1881. (10) – 173 pp. 19 cm x 12 cm. B.
Sobre esta obra retirámos a crítica escrita n’ O Pantheon, Revista de Sciencias e Lettras de 1881:
“Lemos este livro com a atenção que nos desperta sempre a primeira composição de um moço talentoso e já conhecido entre os seus collegas de estudo Evaristo Gomes Saraiva tem sido um estudante laureado e por isso não nos admirou o seu aparecimento na arena litteraria tanto mais que lhe reconhecíamos tal ou qual habilidade para este genero de trabalhos.
A Natureza nos Alpes é apenas uma descripção despretenciosa de uma viagem pittoresca aos Alpes é a narrativa despida dos atavio das artes de uma excursão em que o touriste pode apreciar á pleines mains os multíplices fenómenos e os mais prodigiosos modelos das bellezas da natureza. A par da exposição do belo do que extasia Evaristo Saraiva vai fornecendo algumas noções scientificas ainda que elementares. Por vezes o seu enthusiasmo affrouxa para pouco depois tornar a reviver como que candente e fortificado por um novo sopro da inspiração que referve a espaços illuminando o espirito N’um ou noutro ponto encontra se um descuido próprio de quem anda emmaranhado em trabalhos escolares de outra natureza Aqui e ali apparece um pequeno despreso pelo que é harmonioso e encanta o ouvido mas em compensação logo depois encontra-se o auctor enlevado perante os quadros imponentes que lhe offerecem a vegetação luxuriante das grandes cordilheiras é o espelho puríssimo dos lagos da Suíça. Quem escreve é transportado ás celestiais regiões do belo, do quasi impossível e quem lê sente como que um extremecimento de inveja apetece-lhe partir e ir verificar com os próprios olhos se essas maravilhas são apenas o capricho de um phantasista arre batado ou se representam o ideal transformado em realidade.
Concluindo diremos que o livro do distincto terceiranista de medicina não é isento de defeitos não é um chef d’œuvre mas representa pe lo menos uma tentativa honrosa e cheia de gloria.”
Evaristo Gomes Saraiva nasceu em Armamar em 1854. Exerceu medicina no Porto, cidade onde morreu em 1938.
Com uma dedicatória do autor.
Lombada quebrada. Últimas páginas um pouco manchadas. Restante interior em bom estado geral de conservação.
Preço: 24 euros.

10864 – Sardinha, António – A SOMBRA DOS PÓRTICOS. NOVOS ENSAIOS. Lisboa. Editorial Restauração. (14) – (1) – 272 pp. 23, 5 cm x 17 cm. B.
“Enfeixam-se no presente volume alguns dos estudos de António Sardinha publicados nos últimos anos da sua prodigiosa actividade literária. Ensaios de história, de crítica, de filosofia política, acham-se três deles, infelizmente, por completar: — A Música das «Cantigas», a Teoria do Município e A «Religião da Beleza». Tais como a gloriosa pena do grande escritor os deixou, nós os recolhemos agora das revistas onde primeiramente foram impressos: — a Lusitânia e a Nação Portuguesa.
O Sul contra o Norte, estudo que reputamos fundamental para a avaliação das concepções históricas de António Sardinha, as Questões de História e o Significado do «Amadis», lúcida teoria da tendência lírica da nossa Raça, apareceram na segunda das publicações acima citadas, então dirigida pelo seu autor.
Em apêndice vão insertas as teses que António Sardinha, como Presidente da Câmara Municipal de Elvas, tencionava apresentar ao Congresso Nacional Municipalista do Porto, projectado para 1924, mas que não chegou a efectuar-se.”
Exemplar nº 88 da tiragem especial.
Exemplar com alguma acidificação do papel nas capas (ver imagem) mas em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10860 – Sérgio, António – ANTOLOGIA SOCIOLÓGICA. 10 CADERNOS. Lisboa. Edição de Autor. 1955 – 1957. 39 pp.; 62pp.; 53pp.; 29pp.; 41pp.; 35pp.; 40pp.; 50pp.; 47pp.; 32pp; 19, 5 cm x 11, 5 cm. E.
Colecção completa da “Antologia Sociológica”, uma obra que reúne um conjunto de “trechos portugueses e estrangeiros seleccionados, comentados e prefaciados” por António Sérgio (1883 – 1969).
Encadernação bem executada, com a lombada e cantos em pele. Lombada decorada. Conserva as capas dos fascículos. Interior em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10350 – Serpa (Pimentel), José Freire de – A MOIRA DE MONTEMOR. ROMANCE. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1840. 16 pp. 20 cm x 14 cm. B.
A “Moira de Montemor” é um dos “romances” que José Freire de Serpa Pimentel (1814 – 1870), 2º Visconde de Gouveia, deu à estampa onde a narrativa tem por pano de fundo a alta Idade Média.
O livro conta a história de “Zuleida, a flor do Mondego, rainha das muçulmanas beldades da Península, glória de Montemor, filha del rei Benalfagi, o mais ilustre cide (…) e monarca daquelas eras (…)”.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10838 – Silva Tavares – (trad.) – CEM EPIGRAMAS ESPANHÓIS. Porto. Livraria Latina Editora. 1943. 198 – (5) pp. 16, 5 cm x 12 cm. B.
Curioso trabalho onde Silva Tavares reúne e traduz epigramas de diversos autores espanhóis como Gongora, Lope de Veja, Quevedo, Tirso de Molina, Calderón de la Barca, Juan de Iriarte y Cisneros, Don Francisco de Borja, entre muitos outros.
Exemplar em bom estado geral de conservação.
VENDIDO.

10765 – [CIÊNCIA. MEDICINA.] – Spallanzani, Abbé; Senebier, Jean – EXPERIENCES SUR LA DIGESTION DE L’HOMME ET DE DIFFÉRENTES ESPECES D’ANIMAUX (…) AVEC DES CONSIDERATIONS SUR SA MÉTHODE DE FAIRE DES EXPÉRIENCES & LES CONSEQUENCES PRATIQUES QU’ON PEUT TIRER EN MÉDECINE DE SES DÉCOUVERTS. NOUVELLE EDITION. A Lausagne. Chez Mourer Cadet. 1785. CXXVIII – 336 pp. 16. 5 cm x 9,5 cm. E.
Importante trabalho onde o biólogo itáliano Abade Lazzaro Spallanzani (1729 – 1799) estuda o papel do suco gástrico na digestão, na digestão humana e na animal. Jean Senebier (1742 – 1809) tradutor desta obra e notável naturalista dedica as primeiras 128 páginas do livro a fazer a sua própria análise ao trabalho de Spalanzanni.
Encadernação coeva inteira de pele. Com rasgão que não afecta o texto na margem das pp. 33/34. Restante interior em bom estado geral de conservação.
Preço: 150 euros.

10846 – Teixeira-Gomes, M. – INVENTÁRIO DE JUNHO. Lisboa. Seara Nova. 1933. 160 pp. 25, 5 cm x 19 cm. E.
Terceira edição desta obra de Manuel Teixeira Gomes (1860 – 1941), publicada originalmente em 1899.
Ilustrado.
Encadernação em pele mosqueada. Capas coladas na encadernação. Interior em bom estado geral de conservação.
Preço: 15 euros.

10218 – Torga, Miguel – CONTOS DA MONTANHA. Rio de Janeiro. Irmãos Pongetti Editores. 1962. 171 pp. 19 cm x 13 cm. B.
3ª edição refundida e aumentada destes contos de Miguel Torga originalmente publicados em 1941. Como é a sabido, a primeira edição (“Montanha”) foi apreendida e durante o Estado Novo as reedições foram também proibidas.
Exemplar em bom estado de conservação.
Preço: 20 euros.

10851 – Victorino, Virginia – DEGREDADOS. PEÇA EM 3 ACTOS. Lisboa. Parceria Pereira. 1931. 224 pp. 19, 5 cm x 12, 5 cm. B.
Peça passada “na actualidade”, sendo o primeiro acto passado em Lisboa e os seguintes em África. Na peça entram as seguintes personagens: D. Marianna Vaz de Athayde — 70 annos aprumados e vivos, sangue azul. Intransigencia mal escondida para com os tempos modernos. Uma grande saudade: o passado. Um grande amor: a filha.
A tia Violante — 67 annos. Solteira. Não conheceu nunca uma illusão de amor. Ou já se esqueceu de a ter conhecido. Mysticismo sem aridez. Suavidade. Candura.
Joanninha — 22 annos. 22 primaveras exaltadas. Modernismo elegante. Inquietação.
Manuel da Silva — 45 annos. Sólido e franco. Uma ingenuidade rude sob uma poderosa energia.
Fernando Cabral — 25 annos. Futilidade. Cynismo.”
Exemplar manuseado.
Preço: 9 euros.
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