Livraria Cólofon

de Francisco Brito

Bem-vindo à Cólofon, uma casa de livros antigos e edições, iniciada em Maio de 2013 em Guimarães.

Livros Antigos e Raros.

Imagem retirada do nº 10425


9736 – Andrade, Francisco de – OBRAS DE FRANCISCO DE ANDRADE. Lisboa. Escriptorio da Biblioteca Portugueza. 1852. VIII – 716 – (2) pp. 13 cm x 9 cm. E.

“O poema de Francisco d’Andrade  – O Primeiro Cerco de Diu – impresso no anno de 1589, tem-se tornado tão raro, que julgamos prestar um grande serviço às letras pátrias fazendo delle uma segunda edição. (…) he o poema que mais se aproxima, de longe embora, dos Lusíadas, pela pureza e louçania da linguagem, assisado das sentenças, elegância do estilo e facilidade da versificação.

Francisco d’Andrade, que figura distintamente entre os nossos melhores Epicos de segunda ordem, nasceu na cidade de Lisboa (…). Foi filho de Francisco Alvares d’Andrade , fidalgo da casa d’elrei D. João III e de Izabel de Paiva, sua mulher, filha de Nuno Fernandes Moreira, escrivão da Câmara de Lisboa. Francisco d’Andrade frequentou, com muito aproveitamento, os estudos de humanidades (…) foi Guarda-Mór da Torre do Tombo (…) e Chronista-Mor do Reino (…)”. – Do prólogo desta edição.

Encadernação modesta com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 60 euros.


9417 – [BRASIL. DIREITO.] –  Barros, José Maurício Fernandes Pereira de – APONTAMENTOS DE DIREITO FINANCEIRO BRASILEIRO. Rio de Janeiro. Eduardo & Henrique Laemmert. 1855. XIV – 431 pp. 21 cm x 12, 5 cm. E.

Livro pioneiro sobre esta matéria no Brasil, estes “Apontamentos de Direito Financeiro Brasileiro” procuram actualizar os trabalhos do jurista português radicado no Brasil José António da Silva Maia (nomeadamente o seu célebre “Compêndio de Direito Financeiro”) e desenvolver esta matéria que então começava a ganhar relevância no Brasil uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro começava a autonomizar-se das antigas leis portuguesas. José Maurício Pereira de Barros, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo é primeiro autor nascido e formado no Brasil a escrever sobre Direito Financeiro.

Encadernação com a lombada em pele (com alguns defeitos). Folha de rosto com o carimbo do Dr. Lopes Praça. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 90 euros.


5279 – [NAUFRÁGIO. MARROCOS] –   Brisson, Pierre Raymond de – HISTÓRIA DO NAUFRAGIO, E CATIVEIRO DE MR. DE BRISSON, OFFICIAL DA ADMINISTRAÇÃO DAS COLÓNIAS FRANCESAS; COM A DESCRIPÇÃO DOS DESERTOS D’AFRICA DESDE O SENEGAL ATÉ MARROCOS: ESCRITA, E PUBLICADA POR ELE MESMO; E AGORA TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS. SEGUNDA EDIÇÃO. Lisboa. Na Impressão Silviana. 1833. XI – 265 – III págs. 13, 7 cm x 9 cm. E. 
 
Segunda edição portuguesa deste interessante relato do naufrágio de Mr. De Brisson a bordo do navio “Santa Catharina” em 1785 que então se dirigia para a “Ilha de São Luiz no Senegal”. Ao longo do relato Brisson vai contando as peripécias e tormentas por que passou desde que entrou no barco até ao naufrágio propriamente dito e ao que depois se seguiu. Após o naufrágio errou pela costa e foi escravizado por uma tribo de nómadas. Mais tarde, já em Marrocos, é libertado por influência do Imperador.

O relato contém diversas referências aos nómadas da costa ocidental africana, a Marrocos (a algumas localidades, mercados, produtos, edifícios, etc).

Pierre Raymond de Brisson (1745 – 1820), funcionário da administração colonial francesa, perdurou na memória colectiva graças a este seu relato. Julio Verne refere-o brevemente em “Cinco semanas em balão”.

 
Exemplar encadernado. Encadernação antiga inteira de pele. Folha de rosto solta mas completa e de fácil restauro e fixação ao volume (ver imagem). Interior com algumas manchas de humidade nos cantos mas em bom estado geral de conservação.
 
Preço: 80 euros. 


5170 – Causino, Nicolás – PADRE ESPIRITUAL TRATADO DE SU GOVIERNO SEGUN EL ESPIRITU DEL GLORIOSO SAN FRANCISCO DE SALES…Madrid. En La Oficina de Melchor Sánchez. 1678. (8) – 372 – (10) pp . 20 cm x 13, 5 cm. E.

Obra da autoria do Padre Jesuíta Nicolas Caussin (1583 – 1651) traduzida para castelhano e ampliada pelo Licenciado Don Francisco de Cubillas Don-Yague.

Do que a esta obra acrescentou Don Francisco de Cubillas merece realçamos o que é posto em evidência na folha de rosto: “Van añadidas al fin unas reglas para examinar, y discernir el interior aprovechamiento de un alma, com una breve Instruccion de Confessores, que rigen espiritus singularmente favorecidos de nuestro Señor; y unas Maximas espirituales, scadas de las Obras del mismo Santo por el dicho Lic. D. Francisco de Cubillas”

 Encadernação antiga, inteira de pele. Interior um pouco manuseado, com pequenos defeitos mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 180 euros.


10653 – [DIREITO] Costa, Joanne Martins a’ – DOMUS SUPPLICATIONIS CURIAE LUSTANAE ULYSSIPONENSIS MAGISTRATUS STYLI SUPREMIQUE SENATUS CONSULTA, &c. Civitate Virginis [Porto]. Apud. Emmanuelen Pedroso Coimbra. 1745. (2) 296 pp. 29, 5 cm x 19, 2 cm. E.

Importante obra jurídica que, tal como outros trabalhos do autor, foi amplamente citada e conheceu várias edições. Sabe-se pouco sobre o seu autor, dizendo-nos apenas Barbosa Machado que João Martins da Costa era «natural de Lisboa professor de lurisprudencia Cesarea, e Patrono de Causas Forenses na sua patria, e da Caza da Suplicação (…)». Como em 1608 já tinha um livro editado, bem pode ser o mesmo João Martins da Costa, filho de António Lopes, natural de Lisboa, que em 1596 se encontrava inscrito em Leis na Universidade de Coimbra e que já formado em Leis e Bacharel em Artes  deixou as margens do Mondego no ano de 1604, altura em que as chamadas artes liberais ainda ali faziam escola…

Encadernação antiga, inteira de pele, mosqueada. Com pequeno defeito junto de um dos nervos. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 120 euros.


8077 – [BRASIL. BRASILIANA] – Cruz e Silva, António Diniz da – O HYSSOPE, POEMA HEROI-COMICO POR ANTONIO DINIZ DA CRUZ E SILVA. Paris. Na Officina de A. Bobée. 1817. (2) – XXIII- 137 – (2) pp. 16, 3 x 9, 5 cm. E.

Terceira edição desta popular obra de António Diniz da Cruz e Silva (1731 – 1799).

Ornada da gravura habitualmente descrita nos catálogos e por Inocêncio Francisco da Silva no Tomo 1º do seu Diccionario Bibliographico Portuguez (pág. 124 ).

Exemplar encadernado. Encadernação antiga inteira de pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 50 euros.


4823 – [BAHIA. PORTO. AÇUCAR. DIOGO KOPKE. GOMES PINTO] – DIZ JOSÉ MANUEL GOMES PINTO, NEGOCIANTE DA PRAÇA PORTO…Lisboa. Na Typographia de Bulhões. Anno 1822. (2) pp. 29, 5 cm x 20 cm. B.


Panfleto onde é tratada uma questão entre Diogo Kopke e José Manuel Gomes Pinto. Em causa está um lote de açúcar, embarcadas no navio Conde de Amarante e oriundas da Baía.

Em bom estado geral de conservação.

Preço: 20 euros.


6197 – Figueiredo, Manoel de (trad.) – VIDA DE ERNESTO GEDEÃO BARÃO DE LAUDON… VERTIDA DA LINGUA HESPANHOLA NA PORTUGUEZA COM HUMA BEM HISTORIADA DESCRIPÇÃO DE BELGRADO. Lisboa. Officina de Simão Thaddeo Ferreira. 1793. VI – 310 pp. 10 cm x 15, 3 cm. E.

Interessante biografia do Barão Ernesto Gedeão (Ernst von Laudon, 1717 – 1790), Barão de Laudon, Commandante dos Exercitos Imperiaes Austriacos, que se notabilizou pelas suas acções militares contra os Prussianos.

Para além da biografia do Barão de Laudon, a obra apresenta ainda a «
Descripção da Praça de Belgrado» e «Instrucções que o Rei de Prussia Frederico II mandou ao Conde de Gotter seu ministro na corte de Viena, para fazer presente a esta Corte dos objectos do seu Amo».

Encadernação de execução recente com a lombada em pele. Perda de pele na junção da lombada com ambas as pastas. Ligeiramente aparado e carminado à cabeça. Com um número manuscrito no canto superior esquerdo da folha de rosto. Interior em muito bom estado de conservação, com vários cadernos ainda por abrir.

Preço: 40 euros.


10425 – Galvão, António – TRATADO DOS DESCOBRIMENTOS ANTIGOS, E MODERNOS, FEITOS ATÉ A ERA DE 1550 COM OS NOMES PARTICULARES DAS PESSOAS QUE OS FIZERAM: E EM TEMPOS, E AS SUAS ALTURAS, E DOS DESVAIRADOS CAMINHOS POR ONDE A PIMENTA, E ESPECIARIA VEYO DA INDIA ÁS NOSSAS PARTES; OBRA CERTO MUY NOTAVEL E COPIOSA, COMPOSTO PELO FAMOSO ANTONIO GALVAÕ OFFERCIDO AO EXCELENTISSIMO SENHOR DOM LUIZ DE MENEZES, QUINTO CONDE DA ERICEIRA, DO CONSELHO DE SUA MAGESTADE, CORONEL E BRIGADEIRO DE INFANTARIA, VISOREY, E CAPITÃO GENERAL, QUE FOI DOS ESTADOS DA INDIA &C. Lisboa Occidental. Na Officina Ferreiriana. 1731. (16) – 100 pp. 28 cm x 19 cm. E.

Publicada pela primeira vez em 1563 dessa primeira edição só terão sobrevido dois exemplares (hoje na Biblioteca Nacional). Sobre edição (a razão da sua raridade) e sobre o seu autor vejamos o que nos diz Innocêncio, no Tomo I do seu Dicionario Bibliographico Portuguez (pp. 146):
“Antônio Galvão, chamado por antonomásia o Apóstolo das Molucas, onde foi capitão e governador, nasceu na Índia Oriental, provavelmente nos primeiros anos do século XVI, e faleceu pobríssimo no hospital de Lisboa a 11 de março de 1557. Sua obra saiu reimpressa com o título seguinte: Tratado dos descobrimentos antigos e modernos, feitos até à era de 1550, com os nomes particulares das pessoas que os fizeram, e em que tempo… e dos desvairados caminhos por onde a pimenta e a especiaria vieram da Índia às nossas partes… Lisboa Occidental, na Oficina Ferreiriana, 1731, em fólio de XVI + 100 páginas, adornada com um retrato do autor grosseiramente gravado em madeira. Esta reimpressão não deixa de ser igualmente rara desde muitos anos, sem dúvida porque a maior parte dos exemplares pereceu na loja de algum livreiro onde existiam por ocasião do terremoto de 1755.”

Obra notável pelas inúmeras e variadas informações que nos dá sobre muito do que diz respeito aos Descobrimentos nas suas variadas dimensões esta edição é hoje sem margem para dúvidas uma obra clássica que deve fazer parte da biblioteca de qualquer bibliófilo que se interesse por este período da História de Portugal.

Encadernação antiga inteira de pele mosqueada. Com uma assinatura de posse na folha de rosto. Com um carimbo “SG” (Salema Garção) na folha de rosto e na folha seguinte. Interior com alguma acidez mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 2500 euros.


10409 – Henriquez Gomez, Antonio –  LA CULPA DEL PRIMERO PEREGRINO. En Roan. En la Emprenta de Laurens Maurry. Anõ de 1644. (1) – (6) 144pp. 21, 2 cm x 15, 1 cm. E.

Primeira edição desta versão dramatizada espanhola da Queda.

Antonio Enríquez Gómez (1600? – 1663), comerciante, dramaturgo, poeta e nasceu em Cuenca (Espanha). Durante muitos anos foi-lhe atribuída uma ascendência ou naturalidade portuguesa (que hoje parece estar descartada). Contudo manteve relações próximas com Portugal (dedica um livro à Restauração de 1640 e a D. João IV) e com portugueses como Manuel Fernandes de Villa Real ou Augustine Coronel-Chacon (que dedica um poema a Henriquez Gomez a abrir esta obra). Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez dá-o como natural de Portugal.  Cristão-Novo (ou marrano), a sua condição forçou-o a viajar (e a exilar-se) em França onde se dedicou ao comércio.  A Biblioteca Espanhola-Portugueza-Judaica (1891) de Meyer Kayserling descreve assim a sua passagem por França: “(…)A l’âge de vingt ans il embraça la carrière militaire et fut bientôt promu au grade de capitaine ; néanmoins il fut persécuté par l’inquisition, qui l’accusa de judaïsme et le brûla en effigie à Séville en 1660. Il gagna à temps la France , séjourna quelques années à Bordeaux et à Rouen, où il publia plusieurs de sesouvrages (…)”.

Poderá ter tido algumas relações e reconhecimento no meio literário uma vez que um dos seus sonetos se encontra inserido numa obra de Juan Pérez de Montalbán. Tendo regressado a Espanha viveu usando um nome falso mas acabaria preso pelo pelo Santo Ofício, tendo morrido encarcerado em Sevilha em 1663.

Encadernação antiga, inteira de pele. Exemplar em bom estado geral de conservação.

Extremamente raro.

Worldcat localiza apenas 7 cópias.

Preço: 2800 euros.


8395 – [NAUFRÁGIO. ÁFRICA. ÍNDIA. JAPÃO] –  Huysmannus, Gulielmus (ed.) – NARRATIONES RERUM INDICARUM EX LITTERIS PATRUM SOCIETATIS JESU. Lovanii. Ex. Officina Joan Masii, sub vriridi Cruce. 1589. 142 pp. 15 cm x 9 cm E. 
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Obra coligida e traduzida por Gulielmus Huysmannus (m. 1613), Professor na Universidade de Lovaina. Neste livro Huysmannus reúne a descrição do naufrágio relatado pela pena do Padre Pedro Martins e algumas cartas da Companhia de Jesus relativas aos assuntos da China e do Japão.
 
Após a “Epistola Nuncupatoria” que abre o livro, começa a descrição do Padre Pedro Martins de uma viagem e naufrágio na costa de Moçambique (em que são feitas referências às regiões de Sofala e Quelimane e à Etiópia e a Ormuz). Alguns dos náufragos, chegados a terra, encontraram o nobre português Francisco Brochado, ali residente, que os viria a salvar. A narração destes episódios é acompanhada de uma extensa descrição das terras e povos daquela costa africana. Parte desta história encontra-se parcialmente transcrita na “História Trágico-Marítima” de Bernardo Gomes de Brito.
 
A terceira parte do livro é relativa à presença da Companhia de Jesus na China e no Japão. Os relatos chegam-nos através de seis cartas dos Padres Jesuítas Alexandre Valignano, António de Almeida, Michael Rogerius, Pedro Gomes Luís de Fróis e Gaspar Coelho. Nestas epístolas são narrados os acontecimentos na China e no Japão nos anos de 1586, 1587 e 1588.
 
 
A obra encontra-se dividida em 3 partes, a saber: 
 
1 –  Rdis in Christo Patribus P. Rectrori Processoribus Sacrae Theologiae & Studiosis Collegii Societatis Iesu in alma Universitate Louaniensi, felicitatem & perpetuam Satutem Precatur Gvlielmvs Huysmannus Antuerpiensis, publicus in Collegio Buslidiano Trilingui latinae liguae Professor ( ) [Epistola Nuncupatoria]
 2  – Vera Narratio Memorabilis Cuiusdam naufragy, ex litteris P. Petri Martinez ex urbe Goa (…). 
 3 –  Commemorationes novorum successuum ex Regnis Cinae & Japoinis, circa Finem anni repararae salutis humana 1586 (… )

Conseguimos localizar apenas 6 exemplares desta obra fora de Portugal (OCLC): Universitätsbibliothek Göttingen, Universiteitsbibliotheek Utrecht, Universitäts- und Landesbibliothek, Münster Stadtbibliothek Weberbach , The British Library, St. Pancras e Biblioteca Nazionale Centrale di Roma.
Em Portugal há apenas um exemplar na Biblioteca Nacional.


Encadernação antiga em veludo. Um pouco aparado. Interior em bom estado de conservação.
 

Extremamente raro.  
 

​Preço: 6500 euros.


4756 – Lobato, António dos Reis – ARTE DA GRAMMATICA DA LINGUA PORTUGUEZA. COMPOSTA E OFFERECIDA AO ILLMO. E EXMO. SENHOR SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELLO (…) PELO BACHAREL ANTÓNIO DOS REIS LOBATO…Lisboa. Na Nova Impressão da Viúva Neves e Filhos. 1815. XXXII – 235 pp. 14 cm x 9 cm. E.

Publicada originalmente em 1770 (e aqui apresentada na sua décima quarta impressão “cuidadosamente corrigida dos erros das anteriores, e acrescentada com um Indice”), esta gramática de António dos Reis Lobato foi uma obra de grande sucesso, tendo perdurado quase cem anos no mercado editoral português (a última edição terá sido publicada pela Imprensa Nacional em 1866).

A obra abre com uma reprodução do edital de publicação de 1770 e segue com uma extensa introdução explicativa.

Innocencio Francisco da Silva, no Vol. II do seu Diccionario Bibliographico Portuguez” (pp. 175) diz desconhecer dados biográficos sobre Reis Lobato, afirmando apenas que deverá ter morrido em 1804. Pouco conseguimos indagar sobre o seu nascimento ou percurso académico mas por uma petição feita pela sua viúva ficamos a saber que morreu antes de 1782. Na petição é também referido não só o contributo que o autor deu à sua pátria pelos seus estudos sobre língua portuguesa, mas também o esforço que empreendeu para fazer chegar ao “Real Arquivo”, “manuscritos de leis antiquíssimas deste reino”, sendo aliás esta veia bibliófila e historiográfica de Reis Lobato (e a sua generosa doação)  referida antes e com maior destaque do que as suas incursões pelo estudo da gramática portuguesa.

Sobre esta obra, Inocêncio remete-nos para um artigo de  Jerónimo Soares Barbosa: “Jerónimo Soares Barbosa na introdução da sua obra “As duas Línguas, ou Gramática Filosófica da Língua Portuguesa Comparada com a Latina”, diz que a primeira edição da Gramática de Lobato é de 1770 e que fora mandada adotar nas escolas, encarregando o ensino dela aos professores que já ensinavam a gramática latina; isto por virtude de um alvará datado de 30 de setembro de 1770, passado sobre consulta da Real Mesa Censória. Porém, na introdução da Gramática Filosófica da Língua Portuguesa, indica-se como data do primeiro aparecimento da de Lobato o ano de 1761. Estou persuadido de que há engano em qualquer das duas asserções. Seja o que for, não conheço edição mais antiga da referida Gramática que a de 1771; essa reputo como a primeira, e dela conservo um nítido exemplar. De então para cá, tem sido reimpressa repetidas vezes; e, atenta a vulgaridade da obra, pareceu-me que podia, sem inconveniente, omitir aqui a enumeração dessas reimpressões, que são assaz conhecidas e andam nas mãos de todos.”

Encadernação inteira de pele com alguns defeitos (pequenas perdas) nas pastas. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 75 euros.


10649 – [BRASIL] – Magalhães, Domingos José Gonçalves de – A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOYOS. Coimbra. Imprensa Literária. 1864. 263 (1) pp. 13,2 cm x 9cm. E.

Supomos ser esta a 1.ª edição portuguesa (4.ª no total) desta obra. O poema narra a luta épica entre os índios Tupinambá e os seus aliados (outras tribos indígenas, franceses, etc) e os portugueses, que sairiam vitoriosos, capitaneados por Estácio de Sá.

Embora o poema pretendesse dar ao Brasil um sentido de unidade traduzido numa poesia épica a publicação desta obra conheceu alguma polémica, nomeadamente entre o autor e José de Alencar (ambos com visões bastante distintas sobre os o papel dos indígenas e da sua utilização simbólica para a construção da identidade brasileira).



Encadernação modesta. Com capas de brochura. Interior em bom estado geral de conservação.



VENDIDO.


10691 – Mello, José Jacinto Nunes de – ORAÇÃO FUNEBRE DO ILL.MO. E EXCELL.MO SENHOR D. MIGUEL LUCIO DE PORTUGAL E CASTRO, EMBAIXADOR DE S. MAGESTADE FIDELISSIMA Á CORTE DE MADRID, PRONUNCIADA NAS EXEQUEIAS, QUE SE CELEBRÁRÃO NA IGREJA DE SANTA CATHARINA DE EVORA E DEDICADA AO ILL.MO SENHOR D. FERNANDO MIGUEL DE PORTUGAL E CASTRO. Lisboa. Na Regia Officina Typographica. 1781. 41 pp. 16 cm x 11 cm. B.

Oração fúnebre de Miguel Lucio de Portugal de Melo e Castro, Embaixador de Portugal em Madrid. Nesta oração são postas em evidência as qualidades humanas e profissionais de Miguel de Portugal e Castro, sendo revelados vários aspectos da sua personalidade e das mercês com que foi distinguido por serviços prestados à Coroa

Sobre o autor diz-nos o seguinte Innocêncio, Tomo IV pp. 377: “Clérigo secular e bacharel na Faculdade de Cânones pela Universidade de Coimbra (título que já possuía em 1778), cônego da Sé Metropolitana de Évora, nasceu em Lisboa por volta do ano de 1740 e foi batizado na igreja paroquial de Nossa Senhora dos Mártires. Obteve posteriormente legitimação por provisão régia. (…)”

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 24 euros.


10377 – [EROTISMO] –  MÉMOIRES DE MISS OPHÉLIA COX. TRADUIT POR LA PREMIÈRE FOIS DE L’ANGLAIS PAR LES SOINS DE LA SOCIÉTÉ DES BIBLIOPHILES COSMOPOLITES. Londres. Imprimerie de La Société Cosmopolit. 1892. 16 cm. E. 

Raríssima edição deste livro erótico publicado pelo “Musée secret du bibliophile Anglais” de tiragem limitada a 500 exemplares. A obra terá sido editada em inglês (e talvez em alemão) por outras sociedades de bibliófilos sendo muito raro o seu aparecimento no mercado. 

Algumas informações associam este livro a um certo pioneirismo da prática da flagelação erótica por mulheres.

Ex-libris de A. Ramel.

Encadernação modesta com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação. 

Preço: 150 euros. 


10666 – Moreno, Diogo de Campos – COLLECÇÃO DE NOTICIAS PARA A HISTORIA E GEOGRAFIA DAS NAÇÕES ULTRAMARINAS, QUE VIVEM NOS DOMINIOS PORTUGUEZES, OU LHES SÃO VISINHAS: PUBLICADA PELA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS. TOMO I. Numº.IIII. – MEMÓRIAS PARA A HISTÓRIA DA CAPITANIA DO MARANHÃO. LISBOA. Na Typografia da mesma Academia. 1812. VIII – 118 – 2 pp. 21, 5 cm x 14 cm. B.

Importante obra sobre o Maranhão da autoria do militar Diogo de Campos Moreno (1566 – 1617).

O trabalho, escrito em 1614 e conservado inédito até à data desta publicação,   aborda os aspectos políticos e militares de então relativos à Capitania do Maranhão, tratando das complexas relações entre portugueses, indígenas, franceses e holandeses no início do século XVII. O trabalho apresenta relações de batalhas, cartas trocadas entre as autoridades portuguesas e francesas, o papel de diferentes nações indígenas, referências a recursos naturais (pedras preciosas, madeiras, etc).

Inocêncio II, pp. 150.

Exemplar em brochura. Lombada quebrada. Pico de traça na margem interior do vol. que se adensa das pp. 75 a 98 sem nunca tocar texto. Restante interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 125 euros.


6410 – Nascimento, Francisco Manoel do – MANUSCRITO. 45 fl – 2fl; 14 fl. s.d 21,5cm x 16,4 cm

Manuscrito não autógrafo dividido em 2 partes. A primeira, com 45 fl + 2 fl (em branco), escrita aparentemente pela mesma mão intitula-se “Poesias do Padre Francisco Manoel”. A segunda tem 14 fl. e começa com “Ode Á Fortuna do Sr. João Baptista Rousseau traduzida em Português e dedicada ao Senhor Augusto Marquet d’Urtubise”.

No canto superior esquerdo de uma das folhas encontra-se a marca de posse

de “Rodrigo Perª d’Araujo”. 

Não encadernado. Legível e em bom estado geral de conservação.

Preço: 250 euros. 


9296 – Nascimento, Francisco Manuel do (Filinto Elysio) – OBERON POEMA DE WIELAND. Paris. Anno de 1802. II TOMOS. (3) – 156 pp; 153 pp. 17 cm x 11 cm. E.

Primeira edição em português deste poema de Christoph Martin Wieland (1773 – 1813) traduzida do francês para português por Francisco Manuel do Nascimento (1734 – 1819), mais conhecido por Filinto Elysio.

A obra, um poema épico, foi publicada originalmente em 1780.

Flinto Elysio foi um dos mais importantes intelectuais portugueses do seu tempo. Nascido numa família humilde seguiu e vida eclesiástica, tendo sido ordenado Padre em 1754. Exilado em Paris desde 1778 (fora perseguido pela Inquisição). Na capital francesa conviveu com algumas das figuras mais notáveis do seu tempo e dedicou-se à tradução para sobreviver. Mais tarde foi secretário do Conde da Barca quando este era embaixador na Holanda. Depois regressou a Paris onde passou o resto dos seus dias dedicando-se à vida literária. Visto pelos seus contemporâneos portugueses como o mais brilhante poeta do seu tempo, a sua influência estendeu-se às gerações seguintes estando a sua poética presente no imaginário de autores como Pato Moniz, Garrett, Castilho, entre outros.

Encadernação antiga da época. Assinatura de posse e carimbo na folha de rosto do TOMO I.  Picos de traça no pé da página que tocam um pouco o texto sem impedir a leitura das pp. 147 do primeiro tomo à pp. 12 do II Tomo e da pp. 147 à 153 do II Tomo. Primeiras páginas do segundo volume truncadas (encadernadas antes da folha de rosto do respectivo volume). Restante interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 80 euros.




7032 – [CRITICA LITERÁRIA. CAMÕES DO ROCIO] – Pacheco, Diogo de Novais (pseud. de José Xavier de Valladares e Sousa) – EXAME CRITICO DE HUA SYLVA POETICA FEITA À MORTE DA SERENISSIMA SENHORA INFANTA DE PORTUGAL A SENHORA D. FRANCISCA QUE OFFERECE Á EXPECTAÇÃO DOS CURIOSOS, E ERUDITOS DIOGO DE NOVAIS PACHEO. Coimbra. No Real Collegio das Artes da Companhia de Jesu. Anno de 1739. 192 pp. 20 cm x 14 cm. B.

Interessante crítica literária feita por Diogo de Novais Pacheco (pseudónimo de José Xavier de Valladares e Sousa) a uma obra de Caetano José da Silva Souto Maior, o “Camões do Rocio”.

Innocencio Francisco da Silva, no Vol. V do seu Diccionario Bibliographico Portuguez” (pp. 158/159) diz-nos o seguinte sobre este autor e sobre a obra aqui apresentada: “Bacharel formado em Cânones pela Universidade de Coimbra, Capitão-mor de Ordenanças na vila de Alenquer, Sócio da Arcádia de Lisboa sob o nome de Sincero Jerabriense, foi natural de Alenquer, filho do Dr. Francisco Leitão de Carvalho e de D. Isabel de Lima. Veja-se a seu respeito a Bibliotheca Lusitana, tomo IV. Ignora-se a data em que faleceu.

 [O] Exame crítico de uma Sylva poética feita à morte da sereníssima senhora infanta D. Francisca, publicado em Coimbra, no Colégio da Companhia de Jesus, em formato quarto, com 192 páginas. A obra saiu sob o nome suposto de Diogo Novaes Pacheco. O autor da Sylva criticada era o célebre Caetano José da Silva Souto-Maior, conhecido pela antonomásia de Camões do Rocio.

A propósito do Exame crítico, diz o Padre Francisco José Freire, na sua Ilustração à carta de um philologo de Hespanha, página 24, “que é papel de grande merecimento pela crítica delicada que nele há, com a qual seu autor inculca bem o bom gosto nas obras de engenho, posto que seja poética aquela que particularmente impugnou nesse tratado.”

Exemplar em bom estado geral de conservação. Contudo apresenta notas e sublinhados não coevos que aparecem nas primeiras páginas (as notas) e ocasionalmente ao longo do volume (os sublinhados).

VENDIDO.




6303 – [OBRA PIONEIRA. GRAMÁTICA. LINGUA PORTUGUESA] – Pereira, Benedicto (Bento Pereira) – ARS GRAMMATICAE PRO LINGUA LUSITANA…Lugduni. Laurenti Anisson. 1672. (18) – 321 – (11) pp. 17, 5 cm. E.

Obra rara, considerada durante vários anos como “A primeira gramática do português como língua estrangeira”, como afirmou o Professor Gonçalo Fernandes num artigo do qual retirámos parte da conclusão:

 “Havia mais de 135 anos que a gramatica portuguesa começara as seus primeiros passos, com a Grammatica da lingoagem portugueza de Fernão de Oliveira (Lisboa, 1536) e a Grammatica da lingua portugueza de Joao de Barros (Lisboa, 1540) (…)  mas não temos conhecimento da existência de qualquer outra gramatica portuguesa especialmente vocacionada para a ensino desta língua para estrangeiros. A Ars Grammaticte pro Lingua Lusitana (Lugduni, 1672) de Bento Pereira é uma obra sistémica bastante completa, expositiva, abrange todas as partes tradicionais da gramatica (…) e ainda tern urn excurso bilingue (Portugues-Latim) com frases que poderiam ser empregues, para alem da formação moral dos jovens, para exercícios de tradução (ou retroversão), e ainda a primeira e a terceira parte das Regras geraes, breves e compreensivas da melhor orthographia (Lisboa, 1666), para facilitar e uniformizar a ortografia de ambas as línguas, mas particularmente do Português. Os jesuítas tinham colégios em todo o mundo e, por isso, sentiam necessidade de uma obra que pudessem ensinar a língua de Camões a todos os estrangeiros que a quisessem aprender, para facilitar comércio com os portugueses e a evangelização dos povos “bárbaros”.

Foram fundamentalmente estes dois motivos que levaram o alentejano Bento Pereira a escrever aquela que consideramos a primeira gramática de Português como língua estrangeira, precisamente cem anos depois da De lnstitutione Grammatica Libri Tres (Lisboa, 1572) do também jesuíta Manuel Alvares, obviamente na lingua franca da epoca: o Latim.” (Fernandes, Gonçalo – A primeira gramática do português como língua estrangeira (Lugduni 1662)” in Estudios de Hagiografia Linguistica. Universidade Cádiz. 2009 pp. 205-219).

Sobre Bento Pereira, o conhecido autor da “Prosódia”, extraímos da já citada obra do Professor Gonçalo Fernandes uma breve nota biográfica:

“Bento Pereira e um cultor das humanidades do seculo XVII portugues. Nasceu em Borba, em 1605, e, com apenas quinze anos de idade, entra para a Companhia de Jesus, concluindo o noviciado em Lisboa. Em 1622, começa os estudos humanísticos no Colégio das Artes de Coimbra e, em 1628, termina o curso de Filosofia em Évora, lecionando na Universidade de Évora as disciplinas de Humanidades e Retorica, entre 1628 e 1633. Nesta fase, publica Prosodia in vocabularium trilingue Latinum Lusitanum et Castellanum digesta (Evora, 1634, com licença de 1633). A partir deste ano (1633), começa os estudos teológicos, doutorando-se em 1647 e leccionando Teologia (…) até 1670. De permeio, publica as Regras Gerays, breves, e da melhor Orthografia, com que se podem evitar no escrever da língua Latina, e Portugueza, para se ajuntar a (Lisboa, 1666, licença de Dezembro de 1664) e a Ars Grammaticte pro Lingua Lusitana (Lugduni, 1672). (…) Entre 1670 e 1672, é o revisor geral da Companhia de Jesus e Reitor do Seminário dos Jesuítas Irlandeses em Lisboa. Bento Pereira morre em Evora, em 1681.”

Estamos convencidos que esta Ars Grammaticte pro Lingua Lusitana, saída dos conhecidos prelos de Laurenti Anisson e destinada à circulação pelo estrangeiro, é, provavelmente, a obra mais rara de Bento Pereira (ausente dos principais catálogos) e um dos seus mais relevantes trabalhos.

Exemplar encadernado. Encadernação antiga inteira de pele. Cadernos iniciais completos mas truncados. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 600 euros.


10413 – [BRASILIANA. COMPANHIA DE JESUS] –  Pereyra, João (Padre) – EXHORTAÇOENS DOMESTICAS FEYTAS NOS COLLEGIOS, E CAZAS DA COMPANHIA DE JESUS, DE PORTUGAL & BRASIL COMPOSTAS PELO P. JOÃO PEREYRA DA COMPANHIA DE JESUS, PROVINCIAL QUE FOI NA PROVINCIA DO BRASIL, & VISITADOR GERAL, & VICE-PROVINCIAL NA PROVINCIA DE PORTUGAL. Coimbra. No Real Colegio das Artes da Companhia de Jesus. 1715. (28) – 638 pp. 20 cm x 14, 5 cm. E.

Obra da autoria de João Pereyra, da Companhia de Jesus. Borba de Moraes na sua Bibliographia Braziliana (Vol. 2 p. 657) diz-nos que João Pereyra nasceu em Ponta Delgada em 1647 e morreu em Lisboa em 1715. Foi Provincial e Visitador Geral da Companhia de Jesus no Brasil e Vice-Provincial em Portugal. A Diogo Barbosa Machado afirma na sua Bibliotheca Lusitana (vol. pp. 661) que João Pereyra foi também reitor dos colégios de Braga, Elvas, Santarém e Coimbra.  

O estilo de escrita muito próprio dos homens da Companhia encontra em João Pereyra uma qualidade superlativa. Das diversas “exhortações” presentes nesta obra retirámos este excerto que nos pareceu familiar e que julgamos ser proveitoso: “(…)há uns volumes que se chamam digestos novos & velhos; porque os livros se vão bem digestos sabem muito melhor. Tudo o que sabe, nutre; é axioma dos médicos. Quem tomar sabor as letras, com elas se cria, delas come, delas se sustenta e delas vive (…)”.

Samodães 2, 2380.

Na folha de rosto encontram-se as assinaturas de posse do Licenciado Manuel Henriques do Rego e de João Guedes Coutinho (que poderá o mesmo João Guedes Coutinho que foi Abade de São João de Ver, Provisor do Bispado do Porto, etc).

Encadernação antiga (coeva) inteira de pele. Com duas assinaturas de posse na folha de rosto. Pico de insecto na margem em 9 folhas não numeradas no início do livro e no fólio A (pg. 1). Nota Manuscrita antiga na margem da pp. 73 e pico de insecto no pé dos fólios bb4 a cc4 sem afectar o texto. Restante interior com pequenos defeitos mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 200 euros.




10316 – Stendhal, M. de – L’ABESSE DE CASTRO. Bruxelles. Societé Belge de Librairie Hauman et Cie. 1840. 262 pp. 14, 5 cm x 9, 5 cm.

Supomos ser esta a primeira edição belga desta obra de Stendhal (1783 – 1842). O livro faz parte das chamadas Crônicas Italianas, um conjunto de narrativas inspiradas no Renascimento italiano. A obra conta a história do amor proibido entre Hélène de Campireali e Jules Branciforte. Hélène, oriunda de uma família nobre poderosa, é forçada contra a sua vontade a entrar para a vida religiosa, acabando por se tornar abadessa de Castro. Já e enclausurada mantém uma paixão intensa e secreta, vivendo um conflito permanente entre a sua paixão mundana e as imposições sociais e religiosas. A crítica à Igreja e à aristocracia por limitarem a liberdade individual trouxeram alguma notoriedade a esta obra que, ainda assim, hoje permanece um pouco esquecida.

Encadernação modesta com a lombada em pele. Com capa de brochura. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 180 euros.




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