Livraria Cólofon

de Francisco Brito

Bem-vindo à Cólofon, uma casa de livros antigos e edições, iniciada em Maio de 2013 em Guimarães.

Catálogo de Novembro 2026

Imagem retirada do nº 11056 deste catálogo.

9736 – Andrade, Francisco de – OBRAS DE FRANCISCO DE ANDRADE. Lisboa. Escriptorio da Biblioteca Portugueza. 1852. VIII – 716 – (2) pp. 13 cm x 9 cm. E.

“O poema de Francisco d’Andrade  – O Primeiro Cerco de Diu – impresso no anno de 1589, tem-se tornado tão raro, que julgamos prestar um grande serviço às letras pátrias fazendo delle uma segunda edição. (…) he o poema que mais se aproxima, de longe embora, dos Lusíadas, pela pureza e louçania da linguagem, assisado das sentenças, elegância do estilo e facilidade da versificação.

Francisco d’Andrade, que figura distintamente entre os nossos melhores Epicos de segunda ordem, nasceu na cidade de Lisboa (…). Foi filho de Francisco Alvares d’Andrade , fidalgo da casa d’elrei D. João III e de Izabel de Paiva, sua mulher, filha de Nuno Fernandes Moreira, escrivão da Câmara de Lisboa. Francisco d’Andrade frequentou, com muito aproveitamento, os estudos de humanidades (…) foi Guarda-Mór da Torre do Tombo (…) e Chronista-Mor do Reino (…)”. – Do prólogo desta edição.

Encadernação modesta com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 60 euros.

11042 – Andrade, Jacinto Freire de – VIDA DE D. JOÃO DE CASTRO, QUARTO VISO-REI DA INDIA. NOVA EDIÇÃO. Lisboa. Na Typographia Rollandiana. 1839. 341 pp. 14, 5 cm x 10 cm. E.

Nova edição desta importante obra da autoria de Jacinto Freire de Andrade (1597 – 1657). A primeira edição foi publicada em 1651.

“PRÓLOGO DO AUTHOR

São os Prologos hum antecipado remedio aos achaques dos Livros, porque andão sempre de companhia os erros, e as desculpas. Eu por hora me desvio do caminho trilhado, não quero pedir perdão de nada: quem achar que dizer, não me perdoe, (nem será necessario encommendallo.) Se me notarem o livro de ruim, não negarão que he breve, e escrito em lingua Portugueza, que tantos engenhos modernos, ou temem, ou desprezão, como filhos ingratos ao primeiro leite, servindo-se de vozes estrangeiras, por onde passarão como hospedes, sem respeito áquellas veneraveis cãs, e ancianidade madura de nossa linguagem antiga.

Escrevi esta Historia com verdade de memorias fieis, sem que a penna, ou o affecto alterasse o menor accidente. Antes que este papel sahisse dos borrões, sei que muitos o taxarão de escasso, dizendo, que houvera de dilatar a Historia com allusões, e passos da Escritura, que fizessem mais crecido volume; estes comprão os Livros pelo pezo, não pelo feitio: de mais que não permittam tão licenciosa penna as leis da Historia.

Outros querião que me valesse do estrepito de vozes novas, a que chamão Cultura, deixando a estrada limpa, por caminhos fragosos, e trocando com estimação pueril, o que he melhor, pelo que mais se usa. Mas como não determinei lisongear gostos estragados, quiz antes com a singeleza da verdade servir ao applauso dos melhores, que à fama popular, e errada.

Ilustrado com 4 gravuras.

Encadernação inteira de pele. Com uma assinatura de posse na folha de rosto. Interior em bom estado de conservação.

Preço: 120 euros.

11146 – [I GUERRA MUNDIAL. FOTOGRAFIA] Aranha, Paulo de Brito  – MATRIZ DE IMPRESSÃO. I GUERRA MUNDIAL.

Paulo de Brito Aranha, “Engenheiro, Director de Som, Realizador
Oficial do exército, ligado estreitamente aos assuntos de teatro, crítico de teatro do «Diário de Notícias», escreveu várias monografias, tais como: Portugal-Brasil: orações de fé (1925); Amantes… (192?); Filosofia elementar da rádio (1933); Arma de engenharia: regimento de telegrafias: relatório final da instrução de recrutas (1935); Unidades logarítmicas separata da revista Técnica (1945); Le probléme des télécommunications au Portugal (1946); O domínio actual das telecomunicações e a posição portuguesa, uma comunicação apresentada no 2º Congresso Nacional de Engenharia em 1948.
Faz a sua aparição no cinema com o projecto da Tobis, onde viria a ocupar, a partir de «A Canção de Lisboa» e por longos anos, o lugar de responsável pelo sector de som.
Em «A Canção de Lisboa» começa por assistir o técnico alemão Hans-Christof Wolhrab na captação e registo de som. Pouco tempo depois do início da rodagem do filme acaba por assumir, cabalmente, o lugar do técnico alemão, quando este se vê obrigado a regressar à Alemanha.” – Universidade da Beira Interior

Preço: 30 euros.

10562 – [CAMILIANA] – Araújo, Joaquim de – SOBRE O TUMULO DE CAMILLO. PALVARAS PRONUNCIADAS DO EMINENTE ESCRITOR. Porto. Livraria Internacional de Ernesto Chardron. 1894. 27 pp. 19 cm x 13, 5 cm. B.

Folheto onde é publicado um discurso publicado por altura do enterro de Camillo Castello Branco. No final encontram-se publicadas as cartas enviadas por Camillo a Joaquim de Araújo.

Capa com rasgões e outros defeitos. Interiro um pouco manuseado mas bem bom estado geral de conservação.

Preço: 14 euros.

9836 – Bonnaterre, Abbé – TABLEAU ENCYCLOPÉDIQUE ET METHODIQUE DES TROIS RÈGNES DE LA NATURE. DÉDIÉ ET PRÉSENTÉ A M. NECKER, MINISTRE D ETAT, & DIRECTEUR GÉNÉRAL DES FINANCES. ICHTHYOLOGIE. A Paris. Chez Panckoucke Libraire. 1788. LVI 215 pp. (100 fl). 28 cm x 20, cm. E.


Obra da autoria de Pierre Joseph Bonnaterre (1752 1804), zoólogo francês que se destacou precisamente pelo seu contributo para esta obra relativa à ictiologia, inserida na obra Tableau encyclopédique et méthodique .

Ilustrado com 100 gravuras extratexto no final do volume.

Encadernação antiga inteira de pele com defeitos na junção da pasta com a lombada. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 780 euros.

594 – Branco, Manuel Bernardes – ALFREDO D’ ANDRADE PORTUGUEZ. RESTAURADOR DE MONUMENTOS ANTIGOS NA ITALIA. Lisboa. Typographia Castro Irmão. 1879. 13 pp. 25, 5 cm x 16 cm. B.

Interessante estudo biográfico de Manuel Bernardes Branco (1832 – 1900), onde é traçada a biografia do seu contemporâneo Alfredo d’ Andrade (1839 – 1915). Alfredo d’ Andrade, natural de Lisboa, estabeleceu-se em Génova, onde se dedicou às artes e ao estudo e restauro de monumentos. Destacou-se não só pelas suas obras de decoração e restauro de castelos e palácios, mas também pelo seu papel no ensino, na cenografia, etc.

O folheto abre com o retrato (gravura) de Alfredo de andrade.

Capas com defeitos (ver imagem). Interior amerlecido. Impresso em mau papel.

Preço: 12 euros.

10957 – Crespo, António Cândido Gonçalves – MINIATURAS. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1871. 148 pp. 20 cm x 12  cm. E.

Primeira edição deste livro de poesias de Gonçalves Crespo, considerado um dos introdutores do parnasianismo em Portugal.

Gonçalves Crespo nasceu no Rio de Janeiro em 1846, filho de um negociante e fazendeiro português (ou de origem portuguesa) e de mãe mestiça ou negra (escrava, segundo algumas fontes). Muito jovem fixou-se em Coimbra, onde estudou Direito. Foi jornalista, poeta, tradutor e político. Após a publicação de “Miniaturas” granjeou um certo prestígio no meio intelectual português e terá sido por essa altura que conheceu Maria Amália Vaz de Carvalh, com quem casou em 1874. Morreu com apenas 37 anos de idade em 1883.

No que pouco que nos deixou escrito Gonçalves Crespo, é raro não encontrar um poema que não surpreenda pela estética ou pela capacidade de ir para além do gosto da época, produzindo uma poesia universal, que não deixa de lado as suas raízes nem o gosto e a paixão pela vida. Por vezes, através d uma visão ingénua – mas não distante ou indiferente – da sua juventude passada no Brasil, transmite-nos um sentimento peculiar de certas realidades que vivenciou (ver nº seguinte deste catálogo). No entanto, foi a originalidade e a força da sua poesia que marcou os poetas portugueses da sua geração.

Camilo Castelo Branco via-o como um poeta universal de língua portuguesa: “Chamam-lhe uns ateniense, outros brasileiro: eu quero que ele seja português. É português como Garrett, francês como Gautier, americano (…) como Longfellow, humorist como Godfrey Saxe, e espanhol como Campoamor. É de todos os países que têm poetas com intercadências de tristezas, risos, energias satânicas e angélicas maviosidades; mas na linguagem é português sem joio”.

Em “Miniaturas”, Gonçalves Crespo traduz para português o poema “Cortège” de Verlaine. A escolha deste poema – dificilmente fruto do acaso – deixa algumas interrogações quanto à sua interpretação por Gonçalves Crespo que, aliás, parece encriptar ainda mais na sua tradução o provável sarcasmo e subversão contida no poema . De qualquer das formas, trata-se provavelmente a primeira tradução de Verlaine para português e, assim, neste livro, este poema une três mundos ou talvez três tradições literárias (Brasil, Portugal e França) e abre portas a uma certa vanguarda que viria a caracterizar a poesia de Crespo mas que, contudo, só atingiria o seu expoente máximo em algumas das poesias coligidas em “Nocturnos”.

Encadernação com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 150 euros.

10958 – Crespo, António Cândido – NOCTURNOS. Lisboa. Empreza Literária Fluminense. 1923. 248 pp. 18 cm x 11 cm. E.

Primeira edição. Dedicado à sua mulher Maria Amália Vaz de Carvalho, “Nocturnos”, reúne um conjunto de poemas de Gonçalves Crespo que iriam consolidar a sua fama como poeta e gravar definitivamente o seu nome nas letras portuguesas.

Pelas dedicatórias dos poemas percebe-se a ligação a diversas figuras da literatura e da sociedade portuguesa do seu tempo como Júlio César Machado, Eugénia Viseu (Viscondessa de S. Caetano), Teixeira de Queiroz, Tomás de Carvalho, Alberto Braga, Monteiro de Carvalho, Vicente e Bernardo Pindela, João de Almeida e Albuquerque, Antero de Quental, Condessa de Sabugosa, Alberto Pimentel, entre outros.

Das suas ligações ao Brasil (referidas no nº anterior) dá-nos sinal nos poemas “A Negra” e em “As Velhas Negras”, onde escreve: “As velhas negras, coitadas/Ao longe estam assentadas/Do batuque folgazão (…)/ E scismam: outrora e d’antes/Havia também descantes/E o tempo era tam feliz/Ai! Que profunda saudade/da vida, da mocidade/Nas mattas do seu paiz!/E pensam nos seus amores/Ephemeros como as flores/Que o sol queima no sertão…/Os filhos quando crescidos/Foram levados, vendidos./E ninguém sabe onde estão…”.

Encadernação modesta, com a lombada em tecido. Com anotações manuscritas (contas, notas, etc) nas pp. 16, 17,  20, 128, 125 (permitem a leitura do texto). Restante interior um pouco manuseado.

Preço: 30 euros.

8077 – [BRASIL. BRASILIANA] – Cruz e Silva, António Diniz da – O HYSSOPE, POEMA HEROI-COMICO POR ANTONIO DINIZ DA CRUZ E SILVA. Paris. Na Officina de A. Bobée. 1817. (2) – XXIII- 137 – (2) pp. 16, 3 x 9, 5 cm. E.

Terceira edição desta popular obra de António Diniz da Cruz e Silva (1731 – 1799).

Ornada da gravura habitualmente descrita nos catálogos e por Inocêncio Francisco da Silva no Tomo 1º do seu Diccionario Bibliographico Portuguez (pág. 124 ).

Exemplar encadernado. Encadernação antiga inteira de pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 50 euros.

11025 – Duchesne, M. – CODE DE LA POLICE, OU ANALYSE DES RÈGLEMENS DE POLICE. Divisé en douze Titres. Troisième Édition revue, corrigée, augmentée & mise en deux Parties. Paris. Chez Prault père, Imprimeur des Fermes du Roi, Quai de Gèvres, au Paradis. 1761. 2 Partes. XXIV – 240 pp; 304 –  (28) – IV pp. 16 cm x 8, 5 cm. E.

Terceira edição deste código da Polícia que procurava regular a forma como esta força de segurança actuava em diversos contextos no Antigo Regime.

A segunda parte da obra é particularmente interessante, uma vez que trata das regras relativas ao funcionamento das universidades e dos colégios, bem como dos diferentes ramos do comércio. Apresenta uma breve descrição da natureza das diversas atividades e a respetiva legislação que as regulamentava.

Encadernação antiga, inteira de pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 100 euros.

11026 – L’ÉCOLE DU JARDINIER FLEURISTE. A Paris. Panckoucke Librairie. 1764. XII – 379 – (1) pp. 16, 5 cm x 8,5 cm. E.

Importante trabalho onde nos é ensinada a arte da floricultura, mas também onde são tratadas as diversas espécies de flores do ponto de vista da botânica. Trata-se de uma obra de carácter didático e técnico dedicada à jardinagem ornamental e à arte de cultivar flores, enquadrando-se na tradição da literatura horticultural francesa que remonta pelo menos ao século XVII. Destinada à transmissão dos conhecimentos necessários à formação de jardineiros floristas, aborda os princípios e as práticas de cultivo de plantas ornamentais, desde a preparação dos terrenos e a propagação das espécies até à sementeira, transplantação, poda, conservação das flore, etc.

Encadernação antiga, inteira de pele. Com pico de traça no pé das páginas 373 a 449 (sem tocar o texto). Restante interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 180 euros.

10447 – [I GUERRA MUNDIAL] – Ferreira Martins, General (coordenação) – PORTUGAL NA GRANDE GUERRA. Lisboa. Editorial Atica. 1934 – 1938. 2 VOLUMES. 317 pp; 351 -XCIV. 30 cm x 22 cm. E.

Coordenada pelo General Ferreira Martins, esta é sem margem para dúvidas uma das obras mais importantes sobre a participação portuguesa na I Guerra Mundial.

Ilustrada com centenas de fotografias e desenhos das principais figuras e lugares da guerra.

No final do segundo volume encontram-se transcritos 190 documentos relativos a este período.

Encadernação de boa qualidade com a lombada e cantos em pele. Lombada decorada. Interior em bom estado de conservação.

Preço: 180 euros.

10669 – [HOMEOPATIA] – García López, A. – LECCIONES DE MEDICINA HOMEOPÁTICA. Madrid. Imprenta y Estereotipia de M. Rivadeneyra. 1872. V – 651 pp. 21 cm x 13, 5 cm. E.

Primeira edição desta obra de Anastasio García López (1821–1897), médico espanhol e um dos principais divulgadores da medicina homeopática em Espanha. O livro reúne as suas lições sobre os princípios e a aplicação da homeopatia, abordando os fundamentos desta doutrina médica e os seus métodos terapêuticos.

García López teve um papel importante na introdução e divulgação da homeopatia em Espanha, tendo participado na criação de instituições dedicadas ao ensino e à prática desta corrente médica. A obra constitui um testemunho da afirmação da medicina homeopática no século XIX e das discussões em torno das diferentes concepções terapêuticas da época. Com referências e exemplos da prática e ensino da homeopatia na Europa, nas Antilhas, Estados Unidos, etc.

Encadernação inteira de pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 60 euros.

7373 – Gesner, Salomon – OBRAS DE GESNER. TRADUZIDAS DO FRANCEZ. TOMO I. Porto. Na Off. De Pedro Ribeiro França, e Viuva Emery. 1791. 261 – 134 pp. 14 cm x 8,5 cm E.

Primeiro e único tomo publicado das obras do escritor suíço Salomon Gesner (1730 – 1788).

Este Tomo I contém as seguintes obras: Morte de Abel, Poema; O Primeiro Navegante e Erasto, Pastoral.

O “Primeiro Navegante” foi publicado originalmente em Portugal pela Typographia Nunesiana em 1791, com tradução de D. M A. F. L .S. L. M. 

O poema, bastante popular, conheceria pelo menos mais 3 edições em Portugal, a saber: a de 1819 (do mesmo tradutor), a de 1835 (traduzida por A. Amália V. Gomes) e uma última em 1848 (novamente do tradutor das duas primeiras edições).

Encadernação antiga, inteira de pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 35 euros.

5369 – Grande, José Maria – DISCURSO RECITADO NA SESSÃO SOLEMNE DA SOCIEDADE DAS SCIENCIAS MEDICAS DE LISBOA NA PRESENÇA DE HUM RESPEITAVEL E ESCLARECIDO CONCURSO, PELO DOUTOR JOSÉ MARIA GRANDE. Lisboa. Typ. de V. J. Castro & Irmão. 1844. 23 pp. 20, 5 cm x 14, 5 cm. B.

Obra da autoria de José Maria Grande, médico, “Deputado ás Cortes, Cavalleiro da Ordem da Torre Espada do Valor Lealdade e Merito, do Conselho de Sua Magestade, Lente de Botanica e principios de Agricultura da Escola Polytechnica, Director do Jardim Botanico da Ajuda, Presidente da mesma Sociedade, Membro do Conservatorio Real de Lisboa, da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, e da Sociedade Promotora da Agricultura Michaelense.”

O discurso trata da Ciência em geral, incidindo nas diversas áreas da Medicina

Exemplar em bom estado geral de conservação.

Preço: 18 euros.

10821 – Guerra Junqueiro, Abílio Manuel – OS SIMPLES. Porto. Typographia Occidental. 1892 126 – (2) pp. 16 cm x 10, 5 cm. E.

Primeira edição desta conhecida obra de Guerra Junqueiro (1850 – 1923), apontada como a obra que marca a viragem do autor para uma poética mas ligada ao misticismo, à terra e à natureza.

Encadernação com a lombada em pele. Assinatura de posse na folha de anterrosto. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 100 euros.

9866 – [BRASIL. ANARQUISMO. RIO DE JANEIRO. MINAS GERAIS] –  Luz, Fabio – OS EMANCIPADOS. Lisboa. Livraria Clássica Editora – A. M. Pereira. 1906. 298 – (2) pp. 18 cm x 10 cm. E.

Segundo livro publicado pelo médico Fábio Luz (1864 – 1938), anarquista e comunista libertário.

De acordo com a tese de Joseley Tostes de Lima, “A palavra e a pena: Dimensões da militância anarquista de Fábio Luz (Rio, 1903-1938), em “Os Emancipados”, “o autor tece a trama cotidiana de diferentes personagens e de diferentes meios sociais, antes de se tornarem “emancipados” e participarem da fundação de uma comunidade anarquista no interior de Minas Gerais. (…).  O romance “Os Emancipados” está dividido em três momentos cronológicos, na ordem: Passado, Presente e Futuro. O cenário é o Rio de Janeiro urbano. (…) São emancipados dos preconceitos sociais, conquistaram a libertação intelectual e realizavam a propaganda pelo fato com a organização da “Cidade Feliz”. As imagens que surgem da “Cidade Feliz” nas páginas de “Os Emancipados”, vêm acompanhadas, em seus princípios de liberdade, da noção de higiene e salubridade aliada aos avanços tecnológicos e científicos produzidos pelo homem (…)”.

Encadernação com a lombada em tela. Com dedicatórias de oferta não autógrafas na folha de anterrosto.+ Papel um pouco amarelecido. Interior em bom estado geral de conservação.

Raro.

Preço: 40 euros.

10377 – [EROTISMO] –  MÉMOIRES DE MISS OPHÉLIA COX. TRADUIT POR LA PREMIÈRE FOIS DE L’ANGLAIS PAR LES SOINS DE LA SOCIÉTÉ DES BIBLIOPHILES COSMOPOLITES. Londres. Imprimerie de La Société Cosmopolit. 1892. 16 cm. E.

Raríssima edição deste livro erótico publicado pelo “Musée secret du bibliophile Anglais” de tiragem limitada a 500 exemplares. A obra terá sido editada em inglês (e talvez em alemão) por outras sociedades de bibliófilos sendo muito raro o seu aparecimento no mercado.

Algumas informações associam este livro a um certo pioneirismo da prática da flagelação erótica por mulheres.

Ex-libris de A. Ramel.

Encadernação modesta com a lombada em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 150 euros.

11056 – Morogues, Vicomte de – TACTIQUE NAVALE, OU TRAITÉ DES ÉVOLUTIONS ET DES SIGNAUX AVEC FIGURES EN TAILLE-DOUCE…A Paris. Chez H. L. Guerin & L. F. Delatour. 1763. X – 481 pp – XLIX (planches). 27, 8 cm x 21 cm. E.

Primeira edição desta importante obra de estratégia e táctica naval, da autoria do oficial da Marinha francesa Sébastien-François Bigot de Morogues (1706–1781).

Neste tratado, o autor apresenta um sistema organizado de manobras navais, movimentos de esquadras e sinais de comunicação entre navios de guerra. A obra aborda a disposição das frotas, as evoluções durante a navegação, as formações de combate e os diferentes sinais utilizados para transmitir ordens aos comandantes dos navios.

Profusamente ilustrada com gravuras em talhe-doce, constitui um importante testemunho da evolução da táctica naval francesa e europeia no século XVIII, numa época em que a disciplina, a coordenação das manobras e a comunicação por sinais começavam a assumir uma grande importância nos combates marítimos.

Edição de elevado apuro gráfico.

Com 49 estampas no final do volume.

Encadernação coeva, inteira de pele. Corte carminado. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 1350 euros.

10448 – [MISCELÂNEA] –

– Saldanha, Marechal Marquez de (João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun) – CONCORDANCIA DAS SCIENCIAS NATURAES E PRINCIPALMENTE DA GEOLOGIA COM O GENESIS. Vienna d’Austria. Typographia dos PP. Mechitaristas. 1845. 58 pp. 19 cm x 11 cm. E.

Trabalho de temática filosófica, científica e religiosa, no qual se procura estabelecer a concordância entre as ciências naturais, particularmente a Geologia, e a narrativa bíblica do Génesis. Baseado num extracto de um trabalho do Marquês de Saldanha (1790 – 1876) sobre a filosofia de Schelling.

– Seabra da Silva, Álvaro Vaz Corrêa de – DEMONSTRAÇÃO PHILOSOPHICA DA VERDADE E SOBRENATURALIDADE DOS FACTOS DO CHRISTIANISMO OU A DIVINDADE DO CHRISTIANISMO DEMONSTRADA POR SEUS FACTOS. Porto. Typographia Lusitana. 1867. 271 – (4) pp. 19 cm x 11 cm. E.

Obra de carácter filosófico e religioso, dedicada à demonstração da verdade e sobrenaturalidade dos factos do Cristianismo. Apesar de recorrer maioritariamente à Bíblia e a autores cristãos, por vezes há cruzamento dos textos sagrados com fontes históricas.
Sobre o autor, o Doutor Álvaro Vaz Corrêa de Seabra da Silva, apenas pudemos apurar que era Doutor em Teologia e Cónego em Braga.

–  Lemos, Manoel de Jesus Antunes – A VIDA. DISSERTAÇÃO DE CONCURSO. Porto. Imprensa Popular de Mattos Carvalho & Vieira Paiva, 67, Rua do Bonjardim. 1875 117 pp. 19 cm x 11 cm. E.

Dissertação de Manuel de Jesus Antunes de Lemos, médico e professor na Escola Médico-Cirurgica do Porto.

Exemplares encadernados. Sem capas de brochura. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço:  45 euros.

8607 – Nabuco, Joaquim – MINHA FORMAÇÃO. Rio de Janeiro. H. Garnier Editor. 1900. X – 311 pp. 17, 7 cm x 11 cm. E.

Primeira edição desta que é talvez uma das mais importantes obras de Joaquim Nabuco (1849 – 1910). O escritor, que na sua juventude havia ganho notoriedade com a polémica que travou com José de Alencar, relata neste livro diversos aspectos da sua vida e mocidade. Escreve sobre as suas viagens à Europa e aos Estados Unidos, sobre a sua vida literária, sobre a sua carreira profissional, não deixando de dedicar dois capítulos aquela que, provavelmente, foi uma das suas maiores causas: o abolicionismo.

Encadernação com a lombada e cantos em pele. Interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 35 euros.

10739 – [MEDICINA. CIÊNCIA] – Pinheiro, M. Bordallo – DO PARASITISMO POR LARVAS DE INSECTOS NA ESPECIE HUMANA. THESE INAUGURAL. Lisboa. Typographia Universal. 1875. 86 – (2) pp. 21 cm x 14, 2 cm. B.

Trabalho de Manuel Maria Bordallo Prostes Pinheiro (n. 1850) sobre o parasitismo por larvas no organismo humano. Este trabalho, apresentado como “These Inaugural” na Escola Medico-Cirurgica de Lisboa, foi fruto de uma observação de um caso concreto dos “trinta e dois vermes” expulsos por uma mulher, estudados e observados por Bordallo Pinheiro que os apresenta “numa estampa representando ora a lavra inteira, ora as suas diferentes partes augmentadas conveninentemente para que possa perceber-se-lhe bem os acidentes (…)”.

Com uma estampa no final do volume.

Com uma dedicatória do autor.

Exemplar em brochura. Interior com pequenos defeitos mas em bom estado geral de conservação.

Pouco frequente.

Preço: 38 euros.

10746 – [HOMEOPATIA] – Prost-Lacuzon, J. – GUIA HOMEOPATHICA PARA O TRATAMENTO DAS DOENÇAS SEM DEPENDENCIA DE MEDICO. Lisboa. Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real. 1875.

Obra de Jules Prost-Lacuzon (1817–1899), médico francês e membro correspondente da Sociedade Médica Homeopática de França, dedicada à divulgação e aplicação doméstica da medicina homeopática. Apresenta um conjunto de indicações terapêuticas destinadas ao tratamento das doenças sem assistência médica, sistematizando os princípios e os remédios homeopáticos propostos pelo autor para as diferentes doenças. O último capítulo, “Affecções Moraes ou da Alma”, é particularmente curioso pois apresenta curas para a nostalgia, susto, tristeza, melancolia religiosa e misantropia.

Encadernação com a lombada em pele. Pastas manchadas. Interior amarelecido.

Preço: 35 euros.

11134 – Quental, Antero de – SONETOS. PORTO. IMPRENSA PORTUGUEZA. 1880. 32 – (4) pp. 19 cm x 12, 5 cm. B.

Segunda edição dos “Sonetos” de Antero de Quental (1843 – 1891), publicada pelas edições Renascença e que teve por editor Joaquim de Araújo.

De uma “voa edição”, publicada umas décadas depois por Oliveira Martis, retiramos algumas linhas que caracterizam a forma como Quental era visto pelos seus contemporâneos: “Este homem, fundamentalmente bom, se tivesse vivido no século VI ou no século XIII, seria um dos companheiros de S. Bento ou de S. Francisco de Assis. No século XIX é um excêntrico, mas d’esse feitio de excentricidade que é indispensável, porque a todos os tempos foram indispensáveis os hereges, a que hoje se chama dissidentes (…)”.

Esta edição encerra com o poema “Transcendentalismo”, dedicado a Oliveira Martins.

Com uma dedicatória de Joaquim de Araújo para o publicista e “cultor das letras” Dr. A. Vieira Lopes.

Capa um pouco manchada e com defeitos (ver imagens). Exempar manuseado e um pouco manchado.

Preço: 80 euros.

11027 – Roux, Augustin – TRAITÉ DE LA CULTURE ET DE LA PLANTATION DES ARBRES À OUVRER, AVEC LA MANIÈRE D’EXPLOITER, DE DÉBITER & D’ÉCHANTILLONNER LES BOIS, SUIVANT LES DIFFÉRENS USAGES AUXQUELS ILS SONT PROPRES POUR LES BESOINS DE LA VIE. Paris. Chez Ch. Ant. Jombert, Libraire du Roi. 1750. XX – 357 – (3) pp. 16, 5 cm x 9 cm. E.

Obra dedicada ao estudo da cultura, plantação e exploração de árvores destinadas à produção de madeira, abordando diferentes técnicas de cultivo e gestão dos recursos florestais.

O livro é reveste-se de particular interesse pela descrição dos métodos de exploração, corte e seleção das madeiras, relacionando as suas características com os diferentes usos a que se destinavam. No último capítulo é tratado o uso medicinal de certas árvores (e, inclusive, relatados casos concretos de curas feitas com recurso a certas espécies arbóreas). A obra constitui um testemunho importante dos conhecimentos técnicos e das práticas florestais do século XVIII, evidenciando a importância económica da madeira enquanto matéria-prima para diversas necessidades da sociedade.

Encadernação antiga, inteira de pele. Interior com alguma acidez e amarelecimento do papel mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 120 euros.

11036 – [FARMÁCIA] – Sodré, António Martins – COLLECTANEO PHARMACEUTIDO DIVIDIDO EM DUAS PARTES,…Coimbra. Na Offic. de António Simões Ferreira. 1735. [44] – 232 pp. 14 cm x 9,5 cm. E.

“Collectaneo Pharmaceutico dividido em duas partes, nas quaes se acharam as melhores perguntas, e algumas eleições de simples, com suas explicações ao texte de Mésue, tiradas dos melhores autores antigos e modernos da Arte Pharmaceutica…(…)”.

Muito provavelmente, “Mésue” é Masawaih al-Mardini (m. 1015) um notável médico cristão nascido no Iraque que influenciou a medicina ocidental durante a Idade Média.

António Martins Sodré (1688 – 1768), pseudónimo de D. António dos Martyres, sobre quem Barbosa Machado na sua Bibliotheca Lusitana (Tomo IV. pp …) diz o seguinte:

“D. ANTONIO DOS MARTYRES, filho de Luiz Teixeira Manoel, nasceu em Coimbra a 24 de Janeiro de 1698. Mereceo o habito Canonico Augustiniano no Real Convento de Santa Cruz da sua patria a 24 de Mayo de 1714. He insigne na manipulação dos remedios, publicando com o affectado nome de Antonio Martins Sodré, Boticario da Provincia da Beira (…)”.

A segunda edição desta obra, saída dos prelos de António Alvarez Ribeiro Guimarães, na cidade do Porto, em 1768, foi objecto da acção da Real Mesa Censória tendo sido retirada do mercado (ver: Academia das Ciências de Lisboa. (2024). Memórias da Academia das Ciências de Lisboa: Classe de Letras (Tomo XLVI). Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, p. 236). Dada a escassez de exemplares desta primeira edição, supomos que  também tenha sofrido com a proibição da Real Mesa Censória.

Encadernação antiga, inteira de pele. Com falta de uma folha de guarda. Interior manuseado e um pouco manchado mas em bom estado geral de conservação.

Muito raro.

Preço: 300 euros.

11406 – [ESCRAVATURA] – Soulié, Frédérique – A BANANEIRA OU MAQUINAÇÕES D’UM INGLÊS NAS ALTILHAS FRANCEZAS. Lisboa. Typographia da Viuva Rodrigues. 1844. II VOL. XXIII – 280 pp; 267 pp. 15, 5 x 9, 5 cm. E.

Obra pró-esclavagista de Frédérique Soulié (1800-1847), publicada numa altura em que os movimentos abolicionistas ganhavam uma enorme preponderância em França e noutros países da Europa e do Mundo. O teor da obra surpreende pois aparece numa altura em que autores como Victor Hugo ou Dumas (amigo de Soulié) já haviam publicado romances anti-eslavagistas.

Traduzido para português por Mendonça e Mello.

Encarnações antigas, inteiras de pele, bem executadas. Com uma mancha de tinta nas pp. 8/9 do primeiro vol. Restante interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 35 euros.

10765 – [CIÊNCIA. MEDICINA.] –  Spallanzani, Abbé; Senebier, Jean – EXPERIENCES SUR LA DIGESTION DE L’HOMME ET DE DIFFÉRENTES ESPECES D’ANIMAUX (…) AVEC DES CONSIDERATIONS SUR SA MÉTHODE DE FAIRE DES EXPÉRIENCES & LES CONSEQUENCES PRATIQUES QU’ON PEUT TIRER EN MÉDECINE DE SES DÉCOUVERTS. NOUVELLE EDITION. A Lausagne. Chez Mourer Cadet. 1785. CXXVIII – 336 pp. 16. 5 cm x 9,5 cm. E.

Importante trabalho onde o biólogo itáliano Abade Lazzaro Spallanzani (1729 – 1799) estuda o papel do suco gástrico na digestão, na digestão humana e na animal. Jean Senebier (1742 – 1809) tradutor desta obra e notável naturalista dedica as primeiras 128 páginas do livro a fazer a sua própria análise ao trabalho de Spalanzanni.

Encadernação coeva inteira de pele. Com rasgão que não afecta o texto na margem das pp. 33/34. Restante interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 150 euros.

10737 – [GINÁSTICA. MEDICINA] – Tissot, M.  – GYMNASTIQUE MÉDICINALE ET CHIRURGICALE, OU ESSAI SUR L’UTILITÉ DU MOUVEMENT, OU DES DIFFÉRENS EXERCICES DU CORPS, & DU REPOS DANS LA CURE DES MALADIES. Paris. Chez Bastien Libraire. 1780. (8) – 406 – (2) pp. 16, 5 cm x 9 cm. E.

Primeira edição desta obra onde o médico Clément Joseph Tissot (1747 – 1826) introduz a ginástica (fisioterapia) enquanto elemento essencial para recuperação do paciente (uma técnica que contrasta com os longos períodos de imobilização que até então eram recomendados como cura para grande parte dos males).

Segundo o que Tissot nos explica neste livro a “gimnastique médicinale” combinada com o repouso é a técnica para obter curas eficazes e mais rápidas para diversas doenças (descritas ao longo do volume).

Encadernação antiga, inteira de pele. Com algumas manchas (ver imagem). Manuseado, mas em bom estado geral de conservação.

Preço: 225 euros.

11024 – TRAITÉ DE LA CULTURE DES PÊCHERS. DEUXIEME EDITION, REVÛE, CORRIGÉE & AUGMENTÉE. A Paris. Chez Delaguette Imprimeur. 1750. XVI – 198 – (2) pp. 16, 5 cm x 9,5 cm. E.

Interessante obra técnica dedicada ao cultivo do pessegueiro e aos vários aspectos relativos a esta árvore de fruto. O livro aborda os conhecimentos e as práticas necessários à plantação, propgação, desenvolvimento e conservação desta árvore de fruto, incluindo cuidados com o solo, com a poda, com a exposição solar e a prevenção de doenças. Com um curioso capítulo sobre o transporte desta árvore para países distantes.

Encadernação antiga, inteira de pele. Interior em bom estado de conservação.

Preço: 120 euros.

11035 – [ECONOMIA. AGRICULTURA] Vasconcelos, José Luiz Mouta de Gouvea e – DISCURSO SOBRE O ESTADO DA LAVOURA, E DA CULTURA DIVIDIDO EM TRES PARTES:…Lisboa. Na Officina de Domingos Gonsalves. 1730. 118 pp. 14,2 cm x 8, 5 cm. E.

Interessante tratado, talvez um dos primeiros do género publicados em Portugal, “dividido em três partes: Na primeira se mostrão os princípios da dita sua decadência; na segunda se apontão os meios de se restabelecer; e na terceira se responde a algumas objecções que aériamente temos accreidtado em damno de toda a industria, e do commum. E no fim o seu Supplemento (…)”.

Ao longo do livro, o  autor tece críticas ao luxo, à acumulação de dinheiro (como contraponto à produção géneros) e sustenta que a “Lavoura e a Cultura” devem ser um dos principais objectos da subsistência do país. Servindo-se do “Discurso sobre el fomento de la industria popular” (Madrid, 1774) de Rodriguez de Campomanes, Gouveia e Vasconcelos tece alguns considerandos sobre a produtividade que se perde entre Domingos, dias Santos, e problemas pessoais (como doenças, etc.). Sugere ainda que as “Cameras deste Reyno” dividam os baldios e que façam o aforamento das terras que estão incultas, promovento o seu cultivo.

José Luís Mouta de Gouvea e Vasconcelos nasceu em Torre de Moncorvo. A dado momento da sua vida estabeleceu-se em Lisboa, onde casou em 1771.

Esta obra é dedicada a Manuel Gomes Ferreira, “do conselho de Sua Magestade Fidelissima, Desembargador do Paço, &tc, &tc.”.

Inocêncio afirma só ter visto “dous ou três” exemplares desta obra (Dicionario Bibliographico Portuguez. Tomo IV pp. 427).

Encadernação inteira de pele. Um pouco manuseado e com pequenos defeitos, mas em bom estado geral de conservação.

Muito raro.

Preço: 200 euros.

10727 – Voltaire – HENRIADA. POEMA EPICO, COMPOSTO NA LINGUA FRANCEZA POR MR. DE VOLTAIRE. TRADUZIDO, E ILLUSTRADO COM VARIAS NOTAS NA LINGUA PORTUGUEZA POR THOMAS DE AQUINO BELLO DE FREITAS MEDICO FORMADO PELA UNIVERISDADE DE COIMBRA. Porto. Na Officina de Antonio Alvarez Ribeiro. 1789. 16 – (1) – 263 – (1) pp. 16 cm x 9, 5 cm. E.

Primeira edição portuguesa desta obra de Voltaire (1694 – 1778) publicado originalmente em 1723. O poema conheceria uma nova edição publicada em 1812, desta feita saída dos prelos da Imprensa Régia do Rio de Janeiro.

Ilustrado com o retrato de Henrique IV.

Encadernação antiga inteira de pele. Assinatura de posse antiga na pp. 1. Restante interior em bom estado geral de conservação.

Preço: 100 euros.

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